Tá olhando o que?

Na semana que a empresária (?) Kim Kardashian veio ao Brasil para a apresentação da sua coleção de roupas e acessórios junto a fast fashion C&A, um pensamento me veio a cabeça: como ela se sente a vontade usando roupas justas e decotadas com aquele corpão? Dona de uma bunda gigantesca e de uma auto-estima admirável, Kim estava com um vestido preto justo do pescoço até os joelhos, as pessoas dizendo que aquilo estava incrível e que ela era muito sexy. Ok.

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(Kim é a moça da esquerda, a da direita é a blogueira Helena Bordon)

Numa conversa com a Ana do Hoje Vou Assim Off (sim, a gente conversa pacas, tipo todo dia mesmo), ela falou que a coleção foi legal para a valorização das curvas visto que o biotipo da brasileira é mais curvilíneo. E eu não parava de pensar se teria coragem de sair com um vestido como o da Kim. Não tenho e cheguei a conclusão que o meu problema não é o meu corpo e sim o cultural.

Me lembro di-rei-ti-nho de minha visita ao Rio no ano passado. Choveu e eu sai para dar uma volta do jeito que cheguei, calça jeans skinny e uma camiseta de malha mais larguinha. Já me falaram e li que no Rio as meninas andavam na rua de roupas curtas, que não era tão visado assim. Eu juro procês, escutei umas 5 “mexidas”, das mais leves até as mais constrangedoras fora os olhares estupradores em duas horas de passeio. Isso aconteceu no miolinho do comércio de Copacabana, me senti num campo de obra cheio de pedreiro.

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Vê se eu sou burra ou entendi mal: se falam que lá é mais relax, não era para este tipo de coisa acontecer ou ser bem menor. Ai vem também a onda que carioca é mais abusado. Sabe o que eu tô achando? É que no Brasil não tem esta de mais contido, mais relax, o povo brasileiro (homem e mulher) reparam demais em tudo. Falei do exemplo de corpo, mas isso acontece de outras formas: uma roupa mais diferente, cabelo colorido, sapato extravagante, maquiagem mais ousada, trejeitos, problemas físicos… Além de reclamar, tem que expressar de todas as formas possíveis. 

Na minha experiência em Nova Iorque não vi pessoinha me medindo de cima a baixo. E em outras cidades que amigos visitaram também é a mesma história. Ai vi que o meu problema em vestir roupas mais justas, decotadas e justas não é complexo, eu não quero ser reparada, então evito.

É justo? Não. E também não é justo comigo que eu malhe e faça mil procedimentos para lutar contra a minha genética de quadril largo simplesmente porque eu não quero que as pessoas reparem nele. Malhar somente pela estética é cruel demais. E oh, pode ser a pessoa mais desencanada do universo, mas todo mundo já sofreu algum tipo de censura. Alguns aprendem a lidar, ligam o foda-se, num entendo como direito adquirido do cara fazer piadinha só porque a menina tá com um short curto e justo e ela achar que tá ok.

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Antes que digam: causa feminista, blablabla, não. Já viram quando uma pessoa de cadeira de rodas chega a um local? Todo mundo repara. Não digo que não reparo, mas tô tentando me conter e sou discreta. Podia ser mais assim para todo mundo ser quem quiser, da forma que quiser, a hora que quiser…

ps.: a coleção da Kim Kardashian para C&A já está nas lojas. Coloco aqui a minha opinião sobre a coleção: tem coisas interessantes, mas tenho enorme receio com relação a modelagem, tecidos e acabamentos, acredito que não serão dos melhores e possivelmente a consumidora terá que usar recursos extras para que o resultado visual final fique legal. Que recursos? Cintas, shorts e bodies de compressão ótimos para se usar com roupas justas e devem ser usados, a maioria das famosonas usa. Lingerie adequada é essencial, seja sexy na saia lápis sem deixar a calcinha marcando (é brochante demais) ou opte por soutien tomara que caia em blusas que a alça não pode nem sonhar em aparecer.

Update: a coleção não é tão ruim de qualidade, fiquei surpresa mas não levei nada. Não é o meu estilo e o que levaria eu tenho parecido. ok? Tem fotos de looks a la Kim no instagram do Srta <3

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Look da Camis: Do jeito que eu gosto

20Tem looks que quando vejo são variações sobre o mesmo tema. É muito comum me ver de blusa cinza, peças de alfaiataria e tricot e acessórios mais chamativos. O neutro com um diferencial. É muito eu e eu tô a cada dia e nem é preguiça, se tornou necessidade para vida. Mas dá para fazer um pouco diferente sempre…

Tipo o caso que montei, o tricot da Primart é uma graça, as franjas deixam um sueter simples numa peça mais interessante e mesmo com este detalhe, dá para incluir acessórios sem medo. É a peça que vai aparecer sempre por aqui e no instagram. <3

USEI:

Tricot Primart Short NK Store para C&A Bolsa Luiza Barcelos

Sapatilha Shoestock Colar Zara

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Sombras neutras da Quem disse, Berenice?

15marrom-01Segunda parte dos posts sobre as sombras da QDB! Para quem quer ver o primeiro post e ler um pouco sobre as sombras num plano geral, qualidade, preço e outras coisas é só clicar bem aqui! Vamos ao que interessa né?

Descrição dos tons (de cima para baixo):

Cobrerê: Cobre, daaaaaaan! Mas é um cobre bonito, sem ter um brilho excessivo. É um tom que sempre tive medo pois tende para os avermelhados e este não dá este efeito. Para mim é perfeito em olho esfumado, delineado com pincel molhado, esfumado com lápis preto rente aos cilios, puro passado de leve na pálpebra móvel e rente aos cílios inferiores. Bem versátil né?

Marronlicia: Marrom médio simpático com um pouco de brilho. Bem bacana pois não puxa para o vermelho, uma tendência comum para marrons. É o tipo de sombra boa para toda hora, seja ela pura, esfumada rente os cilios, para marcar côncavo…

Cinsolente: cor indefinida. Marrom com cinza, burro quando foge, rato mais amarronzado. Quem colocou o nome forçou no cinza. É um caso bem parecido com a Marronlicia sendo que também fica legal com lápis preto (e suas amplas variações… acho que vou fazer um vídeo sobre o mundo que o lápis preto pode proporcionar na vida da mulher.)

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