#belorizontices: Borracharia Gastrobar

O blog foi por conta própria.

Fui pela primeira vez na Borracharia uns 3 anos atrás, com meus pais e um casal de amigos. Sendo bem sincera, me lembro bem pouco deste dia, mas me recordo bem que lá tinha uma costela de porco sensacional e que a cerveja estava bem gelada. E só. O local é bem peculiar, fica na parte lateral de um posto de gasolina no alto da avenida Afonso Pena. Sugiro que use algum programa de navegação para indicar o local pois há risco de passar direto já que não é muito visível. A decoração acompanha o nome, pneus e equipamentos de borracharia espalhados pelo espaço. Tem um ambiente interno e o externo, em épocas mais frias, leve casaco pois a região venta muito. A iluminação me incomoda um pouco, acho um pouco escuro, gosto de ver o que como com clareza. Quero que a comida olhe para mim, me seduza. Sempre opto por mesas mais iluminadas quando vou lá, mas quando está cheio nem sempre isso é possível.

Vamos aos comes? Ano passado eu fui a um jantar que o Jaime Solares preparou, me lembro com muito carinho do peixe perfeito que ele serviu no dia. O peixe estava no ponto, macio, desfazendo no toque do garfo. Para acompanhar tinha purê de batata doce e tomatinhos confit. A entrada também foi excelente, um steak tartare de carne de sol. Confesso que tenho um pouco de resistência/medo do carne e ovo cru no steak tartare, muita coisa crua e perecível, mas foi tranquilo graças a carne de sol. Também comemos doce de leite com queijo. Estava muito bom e grande parte do sucesso foi o queijo curado. Conversando com Jaime, eu perguntei onde ele comprava queijo, ai ele comentou que era no Mercado do Cruzeiro, a loja chama Nectar do Cerrado. Vale a visita!

No meu retorno com meu pai e irmão, pedimos uma porção de linguiça com mandioca cozida e costela de porco ao molho de laranja e farofa. A linguiça é tipo caseira porém sem aquela gordurada que é bem comum. Frita e bem sequinha, chama realmente uma cerveja gelada ou uma caipi (não tomei no dia mas tem várias opções interessantes de drinks. Lá eles trabalham com a cachaça Spiral, que é ótima!). A mandioca cozida veio derretendo. Cês não acham desagradável mandioca cozida dura? Nossa, as pessoas deveriam ter vergonha de servir mandioca dura kkk. Quem não gosta de cebola, peça sem pois vem muita. Eu adoro e queria refil.

Vamos ao principal, a costelinha ao molho de laranja com farofa feita com farinha panko. Todo lugar tem costela de porco ao molho barbacue, acho uma delícia, mas nem todo mundo consegue preparar a costela bem, limpa-la ou ter uma costela com carne (os ossos nós levamos pro cachorro, mas tanto nós como o Rex queremos um pouco de carne também, pode ser? rs). Carne de porco parece fácil, mas pode ficar seca facilmente. A costelinha do Jaime é cozida lentamente em baixa temperatura e leva um molho de laranja que é excepcional pois agrega o doce e a acidez da fruta que combinam bem com porco. Ah, o molho leva mostarda dijon e mel!

Quando fui, eu não me lembrava se a farofa era feita com farinha panko. Panko é bem comum na culinária japonesa, ótima para empanar, tipo uma farinha de pão (feita com pão velho ralado, nada além disso!) mais grossa. Bão, mas achei que a farofa ficou a desejar, pois não estava com muito sabor, ficou meio deslocada tanto é que sobrou. Eu imaginei uma farofinha de farinha de mandioca lotada de manteiga mesmo, sem muita confusão. Seria o óbvio, talvez sim. Mas o molho e ponto da costela me surpreenderam tanto que não ligaria de ser o básico das farofas.

Quero voltar para comer o parmegiana e almoçar, tem prato diferente todo dia. Usei Chefsclub, ajuda bastante nas contas ultimamente, mas não é um local caro e com porções resumidas. Gosto da apresentação dos pratos, apesar da proposta ser mais simples (do espaço e louças), existe um cuidado, a comida não é jogada de qualquer jeito. Elegância na simplicidade. E quem observar, verá que a gourmetização é leve, nada de afetação ou pratos sensação do momento.  Dá para comer burrata com vinho ou linguiça com caipirinha, fica a cargo do freguês.

Categoria: bar, almoço, amigos

Ponto Forte: Costelinha de porco, sem dúvidas.

Ponto Fraco: Ambiente escondido e um pouco escuro.

Gasto Médio: R$50,00 sem bebida alcoólica

Onde fica:

Avenida Afonso Pena, 4.321 – Serra

Telefone: (31) 2127-4321

Confirme os dias e horários deles pelo facebook.

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Camila Gomes é mineira, mora em Belo Horizonte e se formou em Artes Plásticas. Cresceu vendo sua mãe costurar e escutando histórias sobre sua avó estilosa. Acredita que a moda é um modo de se comunicar assim como cuidar da beleza é reservar um tempo para si. Mesmo que sejam apenas cinco minutos... Quer conversar mais comigo? Me mande um email! contato@srtasenhorita.com

One thought on “#belorizontices: Borracharia Gastrobar

  1. CamillaNo Gravatar

    As três últimas vezes que frequentei a Borracharia fui tão mal atendida que parei de ir. Garçons despreparados, mal educados e sem paciência. Sou fã dos pratos do Jaime, mas o atendimento vai de mal a pior. Não volto mais.

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