#gastrô, Belorizontices

#belorizontices: Tinto

Depois de um longo período sem escrever sobre locais bacanas de BH, volto a esta tag tão boa. Já justifico, perdi um cartão de memória com dois locais, pena, porque um deles era bem a cara de Belo Horizonte (mas voltarei lá para refazer – e comer, claro!). Semanas atrás fomos a inauguração do Tinto, um bar que abriu no bairro de Lourdes no lugar do antigo Gonzaga Bartiquim. Confesso que estava curiosa, a ideia é um bar de vinhos e gastronomia descomplicada. Vinho no Brasil ainda é sinônimo de sofisticação e consequentemente preços inflacionados em vários restaurantes que já fui. Depois comento sobre isso em post sobre vinhos ok?

Fato é que em BH temos uma procura cada vez maior por vinhos e até mesmo os bares estão com uma mini carta para atender esta demanda. E tem outras casas que já atentaram ao consumo misto nas mesas: drinks, cervejas especiais e vinhos… Difícil atende num primeiro momento, mas vendo o caso do Tinto eu vejo que isso é possível graças a um cardápio enxuto e isso facilita muito para os donos inclusive. É possível oferecer produtos mais frescos pois o estoque gira muito rápido, a cozinha ganha experiência, qualidade de execução  e fluidez com menos opções, logo o tempo de espera é reduzido.

Como fomos a um evento que lotou a casa, o serviço foi até rápido, demoramos muito pois comemos quase tudo que estava no cardápio. Voltamos rolando mas bem satisfeitos pelo que comemos (tempero, quantidade, qualidade e atendimento). O foco é aliar o vinho com preço honesto a comidas gostosas e com preparo mais simplificado dos numero reduzido de pratos. O ambiente é simples, um bar mais limpinho, decoração reduzida. Sem firulas, não precisa de se montar para ir ao Tinto, só se quiser. Ainda bem que ambientes assim existem…

Sobre os vinhos e espumantes, os rótulos são variados e os preços giram entre 49 a 79 reais. Também é possível degustar o vinho da casa, ele é vendido em taças, bom para quem não quer beber uma garrafa ou quer variar de vinho (entre branco, rosé, tinto e espumante). Reforçando, a ideia aqui é simplicidade e qualidade, para quem procura rótulos exclusivos ou específicos, existem outras casas que atenderão seu perfil.

Petiscos: comemos quase tudo que tinha no cardápio, lembrando que o cardápio de comidas é uma folha, bem resumido porém variado em opções. O cheeseburguer bombom estava muito bom, a carne no ponto certo, pão fofinho, comeria até mais. Tanto o sanduíche como a empanada são individuais e com tamanho bom para matar aquela fominha inicial ou para não começar a beber de barriga vazia. Também tem tiragosto para compartilhar, como o Maki de cupim assado com purpunha (rolinho de bacon recheado com cupim assado, palmito purpunha, taioba e geleia de abacaxi) e o Conchinita Pibil (chips de mandioca com guacamole e carne de porco picante). Adorei o Conchinita, é bem leve para petiscar. Opções também com peixes: ceviche e tartare de salmão com aioli e crostini de pão. Confesso que não achei muita graça nos petiscos com peixe, parece que faltou o pulo do gato, um tchan, um temperinho a mais… Preços de 8 a 35 reais.

Indo para os pratos principais: Leo foi de Ancho com Chimichurri e batata cremosa trufada. Eu gostei do prato dele, a carne estava boa, o chimichurri deles é sensacional e a batata cremosa é um purezão bem feito, mas acho que nem eu nem o Leo somos de puré, então não nos comoveu, se fosse batata rústica quem sabe?! Eu fui no Filé Grelhado com Gnocchi selado na manteiga de ervas e roti. Eu comeria só o gnocchi, estava uma delícia, gostinho de batata, textura macia sem grudar nos dentes (gruda quando tem excesso de farinha de trigo) e por fora estava crocante por conta da selagem com manteiga. Gnocchi não é fácil de fazer, depende da batata, da farinha, do clima. Enfim, sei que é complicado encontrar um bom, então já se tornou um termômetro de técnica quando vou em casas especializadas (ou não em massas)… Tinto não entra nesta categoria mas está bem acima de muito italianão de respeito em BH. Preços de 25 a 40 reais.

Sobremesas: Duas boas opções – Chocolate com Sorbet de Laranja e Cheesecake Tinto. Bem honestas, tira a larica de qualquer um, mas acho que não comeria a sobremesa, se repetisse seria o Chocolate para dividir com Leo. Explico: eu amo doce e muitas vezes prefiro ir a uma doceria que comer doce em restaurante. E também porque geralmente prefiro não me empanturrar como aconteceu nesta noite, mas valeu a pena cada caloria ingerida.

Categoria: bar, amigos, vinho, casais

Ponto Forte: preços dos vinhos (honestos)

Ponto Fraco: poderia ter uma decoração mais caprichadinha

Gasto Médio: R$90,00 por pessoa

Onde fica:  Rua Tomás Gonzaga, 578 – Lourdes

 

Comments

comments

Leave a Reply