#belorizontices: Ponto da Picanha II

Olha, tem um tempão que eu quero postar sobre o querido “picanha point” mas não consigo. A explicação é muito simples: não dá tempo de tirar a foto antes de alguém atacar. É complicado, isso acontece sempre #pessimablogueira. E lá no Ponto da Picanha ocorre, eu vou lá geralmente com meus pais e irmão, ai galera com fome e adeus foto. Mas desta vez eu consegui salvar algumas fotos e vou contar como é este lugar tão bão!

Ponto da Picanha é um restaurante que o foco é churrasco. Tem espetinho, mas não acho vantagem financeiramente falando. Nós pedimos sempre uma carne + porçãozinha de farofa, vinagrete e batata frita ou mandioca cozida com manteiga de garrafa. Tudo bem gostoso e honesto. Geralmente pedimos miolo de alcatra, muito macia. Picanha é delicia, mas morro de dó de jogar comida fora, até gordura, então vou de miolo. Tem lombo e frango, são até mais baratos. Pedimos 400 gramas de carne para 2 pessoas e 600 gramas para quatro, ai rolam uns complementos: salsichão, pão de alho e mussarela. Depende de quem está conosco, da fome e vontade de comer carne hehehe.

Os espetinhos são entre 8 a 10 reais, não vem muita coisa. O combo de miolo de alcatra com 400 gramas de carne sai por 52 reais. Se duas pessoas pedirem 4 espetinhos + fritas fica aproximadamente o valor do combo. Eu não vejo vantagem. Quem manja dos paranauês pede o combo até mesmo porque a carne é mais macia, espetinho deixa carne seca. Vai por mim…

Lá tem cerveja de 600 ml. Várias marcas. Tem artesanal/especiais, mas a galera toma mesmo skol/brahma/heineken. Recomendo a caipirinha, é gostosa e preço honesto, 10 reais. Os garçons são bacanas, gente simples como o lugar. Hora do almoço e happy hour sempre cheios, sábado e domingo na hora do almoço também. Muita gente prefere sentar na parte de fora, sempre achamos mesas na parte de dentro e por ser grande não considero abafado.

Categoria: almoço, jantar, amigos, happy hour

Ponto Forte: Churrasco excelente com preço honestíssimo.

Ponto Fraco: Barulho, quando tem mesa muito grande

Gasto Médio: R$50,00 por pessoa com cerveja ou caipi <3

Onde fica:

Av. Brasil, 1256 – Funcionários, Belo Horizonte – MG, 30140-001

O que desejamos para o outro?

Uma amiga me falou umas semanas atrás: “nós temos que desejar o melhor para quem amamos”. Conversávamos sobre o falecimento do pai dela e sobre o período de luta, rejeição e aceitação de quando a morte vem. As pessoas fazem de tudo para que quem está doente sobreviva, que ela esteja entre nós, afinal ninguém quer perder. Mas até que ponto nosso desejo deve sobrepor ao bem estar da pessoa doente em questão?

Quando ocorre um falecimento súbito, a parte da luta inexiste. Já caímos para a rejeição. Não aceitamos, ficamos revoltados, questionamos as vontades divinas, os acasos da vida e como ela é injusta para conosco. Talvez seja melhor esta situação, nos livra da luta que envolve sempre a esperança de que a pessoa ficará bem, mina nossa energia, quebra a rotina… Muitas vezes o esforço vale a pena, outras vezes não. A luta é necessária, é a chance que temos e que a pessoa doente tem, ela também não quer aquela situação. Quando perdemos, a revolta é certa, o coração já dolorido fica pior, parece que todo o esforço foi em em vão ou pouco, que não recebeu o melhor tratamento… Muitas hipóteses e justificativas para amenizar o que sentimos. Quando a vida ganha, tudo valeu a pena, a vontade de Deus prevaleceu. O amor sempre vale a pena, o problema é que pensamos nisso quando o que desejamos se torna realidade.

Em certos momentos, devemos pensar muito sobre a vontade do doente, o bem estar dele e de como ele ficará se sair daquele quadro. Será que ele quer lutar junto? Será que ele aceitará uma limitação? Será que vale a pena ter uma pessoa infeliz ao nosso lado simplesmente porque não queremos perde-la? Na época da faculdade, eu vi pacientes que lutavam junto com a família, amigos e corpo clínico. E vi pacientes que se entregavam pois não queriam sofrer e nem fazer sofrer. Em certo ponto, somos muito egoístas em não respeitar a vontade de não viver mais ou de não querer uma vida limitada. Dizem também que a pessoa é egoísta quando não quer viver, mas o que passa dentro dela para querer isso? Não é aceitar a eutanásia, é aceitar que a morte existe e uma hora ela acontecerá para todos independente da nossa vontade.

O melhor as vezes é a morte. É complicado não é? Peso enorme para quem fica. Aceitar que você nunca mais verá a pessoa, não saber se ela sofreu ou o que aconteceu, para onde foi. Nestas horas nos aproximamos do espiritual cheios de dúvidas que ficarão sem resposta. Cada um tem o seu tempo de troca, troca de lembranças de dor por lembranças felizes, a cabeça trata de selecionar e devolver o energia ao coração cansado. A troca também mostra que o melhor foi feito e a saudade nos aponta os bons momentos vividos, boas lembranças. Hora de entender o real significado da palavra saudade, sem aquela dor do Vinicius de Moraes por favor…

Ontem minha tia avó faleceu em decorrência a complicações respiratórias advindas da baixa imunidade devido a radioterapia para tratamento de um câncer. Ela criou minha mãe e seus dois irmãos desde novos, ficaram órfãos muito jovens. Foi uma mulher realmente emponderada, não estas como clichês baratos de movimentos feministas de redes sociais, de gente que não vive a rua. Um dos meus melhores exemplos de pessoa, a pessoa que lutou sem se ver/sentir diferente. Não é abaixar a guarda, é manter a guarda, não dar tempo e nem espaço para pensar que “opa, isso ai não é coisa de mulher” ou qualquer uma destas falas clássicas. Difícil né? Pois é, daí que vem os bons exemplos, se todo mundo fosse 100% não teríamos a quem nos espelhar, não teríamos motivações para sermos melhores.

Existem pessoas que acreditam em divindades, eu não acho que nada na vida é por acaso. No dia que soubemos que minha avó estava com uma massa anormal no cérebro, fomos visita-la no hospital por volta das 19h. Lembra que no inicio do texto eu falei da minha amiga que perdeu o pai? Foi no mesmo dia, no mesmo hospital e foi num horário bem próximo. Ela ficou um tempo afastada, nos contou e eu liguei para ela para conversar. Ao contar sobre minha avó, nós constatamos esta coincidência. Ontem minha avó se foi, minha mãe está triste assim como outras pessoas da família e durante todo este tempo eu tenho as palavras que Adriana me disse diante da experiência dela.

Adriana, uma pessoa muito bacana que conheci durante o curso de corretor de seguros. Um momento difícil da minha vida, de mudanças. Ela foi uma agradável surpresa assim como outros dois amigos que fiz. Hoje entendo que muitas vezes sofrer é necessário, que viver é um eterno cair e levantar. Mas não me canso de agradecer as pessoas que entram e saem da minha vida para me ensinar um jeito de cair sem machucar muito e de me levantar o mais depressa possível. Leo sempre me fala isso, além de me ajudar a levantar quando caio literalmente <3.

Quero ser uma destas pessoas que ensinam também…

Obrigada a todos.

#belorizontices: Villa Rock Dogueria

O blog foi convidado pelo estabelecimento.

Uns dias atrás nós fomos ao Villa Rock Dogueria para conhecer o espaço. Mas sabe quando você tem aquela impressão que conhece aquele nome, aquele sanduba? Quando eu era assídua na Experimente, geralmente dividia um cachorro quente gigante com algum amigo/amiga. Era bem farto, a salsicha gostosa e atendia a minha necessidade: uma comida com preço bom para que eu investisse nas cervejas artesanais que beberia, o custo da cerveja era alto então tinha que escolher né?

Fomos conhecer o espaço, que fica escondidinho numa rua pequena do bairro Anchieta. O foco são as feiras de cerveja artesanal e gastronômicas. O espaço veio para atender uma demanda de clientes que vieram através das feiras, a variedade de opções é maior e dá para comer sentadinho escutando um rock bacana com uma cerveja artesanal. Lá tem também opções de cerveja comerciais mas vale a pena experimentar a Lobba, a Pilsen é super suave.

As salsichas são feitas pelo pessoal da Villa para uso dentro da casa e se estendem também para tira-gostos como a Wurst: mix de 5 salsichas variadas a escolha do cliente com porção de batata. A porção é bem servida, mas tivemos um pequeno azar: dois sabores estavam muito passados, muito seco e consequentemente sem sabor. Achei num primeiro momento que fosse característico, mas foi azar. Depois quero ir comer esta mesma porção pois vale o custo x beneficio.

Bom, vamos aos sandubas? Existem dois tamanhos, o baby (individual) e o mega (serve duas pessoas ou quem tem muita fome/come muito). Fomos de Burguesia e Sargento Pimenta. Burguesia é composto por pão, salsicha tradicional alemã, mussarela, cream cheese, pepperoni, batata palha e mussarela gratinada. Já Sargento Pimenta é feito com pão, salsicha apimentada, molho de tomate, mussarela, chilli apimentado, Doritos e cheddar. O “dogão” é bem nutrido, tem tanta coisa que tem horas que é complicado até de morder. É a versão mais fina/gourmetizada dos super cachorros quente de carrocinha. Para quem gosta deste estilo tem que conhecer a casa.

Senti falta de uma opção mais simples, sem muitos componentes para sentir o sabor da salsicha, ela fica perdida e para mim deveria ser o principal. Um pão melhor também valorizaria mais a salsicha, estava meio sequinho, mas com os molhos ele ficou ok. Comeria novamente em feiras de cerveja, é uma boa opção e combina muito com as cervejas, até pensei na historia da viabilidade da porção de salsicha na feira. Seria a minha opção certamente.

Categoria: cachorro quente, sanduiche, cerveja artesanal, amigos, casal

Ponto Forte: Salsicha feita pelo Villa

Ponto Fraco: pão

Gasto Médio: R$30,00 sem bebida alcoólica

Onde fica:

Rua Brás Cubas 116

Tel (31) 3227-0608

Confirme os dias e horários deles pelo facebook.

#viaja: Prado por Leo Araújo

Prado foi a minha primeira praia. Já perdi as contas de quantas vezes fui a esta pequena cidade no sul da Bahia. Enquanto a maioria dos mineiros iam a Guarapari e Cabo Frio, minha família ia a Prado, Bahia. A distância é longa, aproximadamente 800 km, muito sol e algumas aventuras no caminho. Dependendo das condições, a viagem de carro leva de 10 a 12 horas (incluindo paradas) e aproximadamente 15 horas de ônibus, com a vantagem de ser à noite e com sono as horas passam mais depressa.

Para quem vai de carro, saindo de Belo Horizonte, a jornada merece uma pausa logo no início para tomar um café no Belleus (em São Gonçalo do Rio Abaixo, 11 km após a entrada para Barão de Cocais, caminho para o Caraça). As empadas são deliciosas, e o pão-de-queijo não fica muito atrás. Daí pra frente não me recordo de nenhuma boa opção para indicar. Chegando a Nanuque (o local mais quente na face da terra) avistaremos alguns inselbergs (montanhas de pedras monolíticas que emergem do solo) que compõem a Serra do Aimorés. Passando Nanuque já estaremos na Bahia e Prado mais em breve.

ONDE FICAR: O bairro Novo Prado conta com várias boas pousadas, a praia é melhor que a praia da cidade e ainda fica perto suficiente para ir à pé ao centro da cidade. A minha preferência é pela Pousada Casa de Maria, é um lugar tranqüilo e aconchegante, mas para quem tem crianças indicaria outras pousadas como a Guaratiba ou Novo Prado, na mesma rua.

LUGAR IMPERDÍVEL: Basicamente são duas praias: a Praia da Cidade e a Praia Novo Prado, sendo a segunda a minha preferida. Mas apesar das divisões, a extensão de areia é contínua, desde a foz do rio Jucuruçu até o farol, ao lado do camping, onde começam as falésias. Existem ainda algumas praias relativamente próximas, como a Praia da Paixão e a Praia do Tororão.

COMO SE LOCOMOVER: A cidade é pequena, então dá pra andar a pé pra todo lado. Precisará apenas de carro para ir ás praias mais distantes. Para Cumuruxatiba é possível ir de ônibus também.
COMER: O Beco das Garrafas é o local onde se concentram a maiorias dos bons restaurantes. Meu preferido é o Banana da Terra. Para tomar um café, o Belo Café é uma boa opção.
COMPRAS: Na Rua Dois de Julho, rua da Igreja Matriz, é onde concentra-se o comércio de souvenires.

NOS ARREDORES: Muitas pessoas que gostam de um clima mais relaxante preferem passar direto, fugir da cidade e ir a Cumuruxatiba, distrito de Prado. Não apenas o clima, mas também o mar é mais tranquilo, uma grande psicina, e a paisagem imperdível. Se você foi até Prado, portal do descobrimento do Brasil, não se restrinja às praias da cidade, aproveite para ir à barra do rio Caí, local onde Pedro Alvares Cabral fez a primeira parada, após avistar o monte Pascoal, seguindo para atracar em Porto Seguro. A praia mais bonita fica ainda mais ao norte, Ponta do Corumbau. O acesso é ainda mais difícil. Já fui de carro e escuna, acho que é mais interessante ir pelo mar, apesar do possível enjoo. Algumas pessoas que vão à Prado aproveitam para fazer o passeio a Abrolhos, saindo de Caravelas. Se quiser ver as baleias Jubarte, busque ir entre os meses de julho e novembro.

Rotina Capilar + produtos

Preparei este vídeo explicando um pouco sobre a minha rotina capilar e os produtos que estão “no uso”. O video tem as legendas, tá especificado e fácil de pegar. O numero de itens pode assustar, mas juro que uso tudo e que com o tempo a gente se acostuma! Como a minha demanda é manter a hidratação lavando o cabelo todos os dias (e as vezes secando) e manter atenção a queda capilar que tive recentemente, todo cuidado vale a pena!