#viaja: Colonia del Sacramento | Uruguai

Quando programamos nossa viagem, selecionamos Punta e Colonia para conhecer. A ideia era alugar um carro e ir cada dia numa cidade, já que as distâncias não são tão longas: 132 km até Punta e 181 km até Colonia. As estradas são bem sinalizadas e boas. Pegamos um carro mais econômico já que éramos só Leo e eu, porém gasolina no Uruguai é bem cara. Para os dois trechos há a cobrança de pedágio, eles aceitam real. Existe um ônibus turístico (translado + tour + guia) que leva até as duas cidades, mas sairia mais caro para duas pessoas. Para quem está sozinho é uma boa opção.

Reparamos que ambas cidades, durante a semana, ficam muito paradas, vários lugares fechados. Punta é uma cidade muito animada no verão e Colonia deve ser interessante à noite em função dos inúmeros restaurantes. Li que nos finais de semana o movimento é maior e o comércio abre. Tentamos ir a alguns museus e procuramos alguns restaurantes pesquisados previamente e estavam fechados. Melhor buscar visitar as cidades na época de temporada ou nos finais de semana. Pelo que vimos, não tem necessidade de reservar muitos dias para as cidades, um só basta.

Como disse acima, Colonia del Sacramento lembra bastante Paraty e isso vem por conta da colonização portuguesa, a única no Uruguai. Sua fundação foi em 1680 e o centro histórico é pequeno, mas muito bem conservado e limpo. Em 1995, a cidade de Colonia del Sacramento recebeu o título de Patrimônio Cultural e Natural Mundial pela UNESCO.

Diferente de Paraty, a circulação de carros é permitida em Sacramento, mas quem dirige sempre perde os detalhes bacanas das casinhas e comércio local. Basta só parar mais perto do centro histórico, estacionamos sem dificuldade. Recomendo sapatos baixos e confortáveis para a caminhada, pois as ruas de Colonia são feitas de pedras irregulares, quem vai de salto deve sofrer bastante.

Vale a visita à Plaza Mayor, logo em frente tem o Farol que é lindo. Para subir tem que pagar. Nas redondezas da Plaza Mayor existem museus pequenos, como o Português e Municipal. Uma dica é ver o dia e horário de funcionamento para não perder viagem, ambos museus estavam fechados assim como alguns lugares que passamos durante a nossa viagem. Também vale a pena ficar esperto pois a grande parte de lojas de souvenir não aceitava cartão e vinham com aquela conversão mega desfavorável. Aproveite a proximidade e vá até a Calle del Suspiros, a rua mais antiga de Colonia. O Portón de Campo era um dos principais acessos de Colonia na época da colonização Portuguesa e é composto pela muralha de São Miguel, portões e uma ponte levadiça. Quem descer no rumo da muralha verá canhões usados na proteção da cidade.

Já do outro lado, a Plaza das Armas é menor e tem a Basílica del Santíssimo Sacramento, que é uma igreja mais simples. Perto do rio vale a visita no píer dos iates e no Teatro Bastion Del Carmèn, o ponto rende fotos bem lindas. Minha cunhada foi para Buenos Aires através de Colonia, ela fez a visita e no final da tarde pegou o barco para atravessar o rio. Durante a minha pesquisa, vi que várias locadoras de veículos tem ponto de entrega em Colonia, então dá para ir, deixar o carro, conhecer a cidade e ir para Buenos Aires.

Nós almoçamos no La Trattoria. O custo x benefício foi bom. Comemos pizza e reparei na massa que é mais grossinha e macia. Como disse no post sobre comer e beber no Uruguai, a massa não tem nada a ver com aquela massa pesada fofona do Pizza Hut, ela é incrivelmente leve e saborosa. Leo pediu pepperoni e eu fui num sabor que tinha presunto e azeitonas. Estava deliciosa. E tomamos vinho para não perder o hábito. Também tomamos um café no café Ganache. Na verdade eu tomei um cappuccino com alfajor e Leo foi de chocolate quente.

O próximo post é sobre Punta del Este <3 Para quem ainda não leu, já estão disponíveis os posts sobre Montevidéu (clica aqui!) e Comer e beber no Uruguai (clica aqui!)

#viaja: Comer e beber no Uruguai

Fizemos pesquisas sobre quais as comidas e bebidas típicas no Uruguai e fizemos buscas dos melhores lugares que em que poderíamos prová-los. Durante a pesquisa, reparei que Montevidéu não tem restaurantes de alto luxo com alta gastronomia em destaque (ou não encontramos em nossa pesquisa). A cidade fez sua fama nos Chivitos e Parrillas, que pedem mais informalidade. Mas nem sempre informalidade está relacionada com preços mais baratos, comer é caro no Uruguai. Fique atento pois os pratos são em geral grandes e dá para dividir numa boa! Em compensação, quem gosta de vinho passará muito bem e não terá dificuldade de encontrar rótulos muito bons com preços justos.

Chivito al plato – Recoleta

Quem for ao Uruguai encontrará com facilidade o chivito. Sabe aqueles sandubas estilo “tudão”? Chivito é um “tudão” com bife de carne macia passada na chapa. Geralmente leva carne de vaca, ovo frito, tomate, presunto, queijo, tomate, azeitona, maionese. Algumas versões tem outros ingredientes, ai vai de acordo com o freguês. O chivito é enorme e geralmente vem com batata frita acompanhando. Nosso primeiro chivito foi a versão “al plato” que não vem pão, mas veio a “rusa”, a salada com batata, cenoura, ovo e maionese. Como éramos inexperientes, pedimos um chivito para dois, mas a fartura de comida dava tranquilamente para 3 ou até 4 pessoas, dependendo da fome. Alguns lugares permitem que você monte o seu chivito, o que é bem interessante se você não gosta de algum ingrediente nos propostos pelo restaurante ou lanchonete. Onde comer Chivito: Recoleta (al plato), Chivitos de lo Pepe (tradicional) e Chivitos la Mole (personalizado).

Chivito – Chivitos la Mole

Não comi e fiquei na vontade: Choripan (sanduba com pão, linguiça , picles, salsa criola ou chimichurri). Reparamos que em vários lugares eles servem o Pancho, o cachorro quente mais simples: pão, salsicha tipo frankfurter, ketchup, mostarda e maionese. Comemos uma Frankfurter envolvida no pão de de forma, queijo e presunto no Facal, que é um lugar super tradicional em Montevidéu. Tipo de coisa que eu comeria sempre aqui no Brasil. O pessoal do Uruguai adora este tipo de linguiça.

A parrilla também é um prato que você encontrará por onde for no Uruguai. As carnes uruguaias são famosas e vale pelo menos experimentar um dia durante a viagem. Geralmente os locais que servem parrilla tem vários cortes em separado ou opções “tudão” que vem de tudo (carnes e embutidos – incluindo a morcilla que é um embutido feito a partir de sangue coagulado e gordura, bem diferente do que encontramos em vários estabelecimentos no Brasil, aqui eles se referem a um tipo de linguiça). A carne que comemos estava no ponto certo que Leo indicou e para acompanhar fomos de salada e vinho. A parrilla tudão geralmente vem com legumes assados na brasa sobre a grelha, junto com as carnes. Batata frita acompanha a maioria das parrillas. Onde comer parrilla: La Perdiz.

Parrilla – La Perdiz

Finitos e Milanesas são constantes nos cardápios pelo Uruguai. Os pratos são muito parecidos, a maioria leva uma salada decorativa de alface, tomate e fritas. O finito leva ovo frito por cima do bife e a carne é passada na chapa. Já a milanesa é feita com o empanado de ovo batido e farinha de pão ou panko. Boas opções para almoço. Repararam como eles adoram batata frita e ovo? Onde comer: La Pasiva (finito) e Palemo Viejo (Milanesa)

Finito – La Pasiva

É possível encontrar empanadas facilmente. Mas não comi nenhuma que fosse espetacular. Reparei que eles tem a empanada frita. Comi e achei pesada já que a massa é grossa e puxa muita gordura. Acho bacana a massa mais fina com bastante recheio. Sabores favoritos: a criolla (carne com ovo cozido) e queijo com cebola. Onde comer: Empanadas Carolina / Mercado del Puerto (frita) e Alfajores del Uruguay. Store. (assada). Existem opções nos supermercados como as medialunas (croissant), mas geralmente estão frias, dependendo do sabor não fica bom.

Empanada – Empanadas Carolina

Comemos pizza em Colonia del Sacramento, bastante honesta no La Trattoria Bar. Pizza é bem popular e a massa é mais grossinha e macia. Não tem nada a ver com aquela massa pesada fofona do pizza hut, ela é incrivelmente leve e saborosa. Em alguns lugares vocês podem encontrar a fainá, que é feita com farinha de grão de bico (harina de garbanzo), água, azeite de oliva, sal e pimenta. Eles servem junto com a pizza, como um aperitivo. Não comi mas quero fazer pois adoro grão de bico.

Pizza – La Trattoria Bar

Alfajor é facilmente encontrado. Comemos de várias marcas, a maioria comprados em supermercados. A variedade é grande e eles se concentram na cobertura de chocolate, na Argentina você encontra vários com glacê que o deixa muito doce. Eu prefiro alfajor macio, aqueles que parecem biscoito eu passo. Como é barato e depende do gosto, não indicar uma marca específica, apenas a darem preferência aos de lá, afinal o Havanna é argentino e é mais fácil de encontrar aqui. Os preferidos foram o da marca Black e o Negro da Punta Ballena. Comemos um alfajor “peladinho no café Ganache em Colonia del Sacramento. Café que é uma gracinha por sinal. O alfajor estava bom, mas esperava o alfajor com chocolate. Quem gosta de chocolate sempre espera né? rs

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Alfajor – Ganache

Em nossa primeira refeição tomamos um susto com os valores de refrigerantes, águas e sucos. São caros e isso “nos obrigou” a beber vinho todos os dias no almoço e jantar praticamente todos os dias. Pedimos vinhos de jarra, rendiam uma taça para cada um e eles eram honestos. Tentamos optar pela uva tannat, que é bem comum no Uruguai e mais difícil de encontrar normalmente no Brasil. E confesso que voltamos fãs dos vinhos de lá. Uma coisa que não tomei foi o Médio y Médio, que a mistura do vinho branco com espumante. Comprei uma garrafa no duty free e tomarei aqui. Lorena Martins do jornal O tempo disse que é muito bom, imagino que no verão deve ser a melhor pedida.

Vinho na Jarra – Recoleta

Comidinha no Hotel <3 Supermercados Frog e Disco com bons vinhos

Por fim, jantamos na nossa ultima noite em Montevidéu no restaurante La cocina de Pedro, bem perto do nosso hotel. Lembra que eu comentei que Montevidéu não tem muitos restaurantes sofisticados? Lá não é exatamente sofisticado, mas é mais chiquezinho que a maioria. O cardápio é amplo, vai de parrillas e chivitos a risotos e massas. Carta de vinhos boa, na verdade fomos numa opção mais honesta do nosso último tannat no Uruguai, Leo optou pelo H.Stagnari, uma vinícola bem conceituada. Veio um couvert com pãezinhos bem gostosos, mas nada do outro mundo.Eu comi um risoto de frutos do mar e Leo foi de ravioli. Foi uma das poucas vezes que comi frutos do mar no ponto exato. E farto o prato! A massa do Leo também estava no cozimento certinho, tudo perfeito. Não é alta gastronomia mas é uma comida muito bem feita, atendimento bom e ambiente charmoso.

Risoto – La cocina de Pedro

Ravioli – La cocina de Pedro

Faltou só comentar o passeio e almoço que fizemos na Bodega Bouza. Nele falaremos também sobre a uva tannat. Que gosta de vinho vai gostar do post <3

#viaja: Montevidéu

Recentemente fizemos nossa visita ao Uruguai, oficialmente, República Oriental do Uruguai. A população do país é de aproximadamente 3,5 milhões de habitantes, sendo que mais da metade vivem na capital, Montevidéu. É também a cidade sede do Mercosul. Fizemos da capital a nossa base de apoio. Não conseguimos ver o mesmo monte que o expedicionário Fernão de Magalhães, aproveitamos que a cidade é bem plana e fizemos todos os passeios à pé. No total da viagem, caminhamos mais de 108 km, sendo que 84% destes em Montevidéu. Chegamos a caminhar 25 km em um único dia. Parece muito, mas parávamos bastante o que tornou tudo mais leve.

Cruzamento no bairro Pocitos

O clima estava ameno, ventava bastante e estava bem agradável para caminhar sem suar. Vale a pena levar um casaco estilo corta vento na mala, inclusive, é uma boa para todas as viagens. Não chegamos a usar o transporte público (andamos apenas à pé, taxi, uber e carro alugado), mas nos pareceu ser precário com poucos ônibus circulando pela cidade em geral nas vias principais e as linhas do metrô não parecem ser muito úteis para os turistas.

Parte Histórica

Ficamos no hotel Ibis (o único da cidade), gostamos da sua localização e infra-estrutura (só faltou um frigobar e ar-condicionado funcional que faria falta se fosse verão). Perto do hotel tínhamos dois supermercados (Disco e Frog) onde fazíamos algumas compras para o café da manhã, vinhos e quitutes para a noite. Logo em frente ao hotel ainda havia uma casa de câmbio e uma pequena loja de vinhos com bons preços. Os vinhos são bem mais baratos que no Brasil, por isso tomamos vinhos todos os dias. Por exemplo, compramos o vinho Pueblo Sol por 110 pesos (12,50 reais), que no Brasil custa 45 reais.

Plaza Independência

Sobre a moeda, a grande maioria dos locais aceita cartão, dinheiro (peso uruguaio, dólar e real). Existem casas de câmbio espalhadas pela cidade toda e recomendo que façam uma pequena pesquisa e tenham uns pesos pois no comércio o pagamento em real é desvantajoso. Logo que chegamos, compramos chips da operadora Antel no aeroporto Carrasco para usarmos internet na rua, inclusive, usamos muito google maps para traçarmos nossas rotas. Dá para baixar o mapa com marcações, mas internet ajuda muito para pesquisas de última hora ou locais que queríamos saber do que se tratava.

Teatro Solis

Compras não são muito vantajosas. Fazendo a conversão poucas coisas valem a pena. Trouxemos vinhos (no duty free do Uruguai tem boas opções de vinhos com a uva tannat), alfajor, geleia de frutas e aproveitamos o duty para comprar itens que são caros aqui como cosméticos e perfumes. Não fomos com objetivo de comprar, mas olhamos algumas coisas e não achamos que valeria a pena gastar. Falarei sobre a moda de Montevideu em um post separado!

Plaza del Entrevero

Comida também não é barata. Na verdade, os valores de pratos são muito parecidos com os que temos no Brasil em restaurantes de médio porte e não vimos muitos restaurantes sofisticados em nossa busca. Focamos também na culinária regional e optamos também por locais frequentados por moradores locais. Mas em geral são pratos fartos que dividimos numa boa. Faremos um post sobre os lugares que fomos e comidas típicas. Uma coisa que nos surpreendeu foi o fato que água, suco e refrigerantes são bem caros em restaurantes, aí optamos por jarras de vinho que rendiam uma taça para cada um ou taça de vinho, dependia da disponibilidade da casa. Os vinhos eram regulares e fora que é bem gostoso comer tomando um vinhozinho né?

Montevidéu é uma cidade segura. Andamos muito, por vários lugares e não vimos muitos mendigos, pedintes e moradores de rua, mesmo em lugares que eu não passaria se fosse em BH. Achamos apenas um pouco complicado a logística para atravessar ruas e avenidas. Raras faixas de pedestre, sinais de muitos tempos (muitos cruzamentos também permitiam conversões à direita e/ou esquerda). Mas os motoristas são bem educados e nos deram passagem inúmeras vezes. Em geral, muita educação por parte do povo.

Praça da Constituição

Fomos a vários lugares que valem a visita. A parte histórica é bem conservada, extremamente charmosa e rende fotos incríveis. Pontos que são imperdíveis: Plaza Independência tem a estátua e mausoléu de Jose Artigas (herói nacional) e no seu entorno tem prédios importantes como o Palácio Salvo, Museu do Governo, Palácio do Governo, Portal da Cidade e o Teatro Sollis. Montevidéu tem muitas praças, mas as que achei mais charmosas foram no Centro Histórico: a praça da constituição tem a Catedral Metropolitana de Montevidéu (vale entrar, é linda por dentro) e a praça Zabala. Aproveite para ir ao Mercado del Puerto para conhecer (e até almoçar, tome cuidado com o assédio dos garçons!) e no pier do porto, tem uma vista bonita da orla.

Para quem gosta de correr e fazer atividades físicas, a orla de Montevidéu é muito bacana para corridas (tem uma maratona famosa) pois tem muitas curvas e tem parques distribuídos pela cidade. Destaco o Rodó que é lindo mas está em manutenção então certos pontos estão fechados e o Battle que é onde fica o estádio Centenário. As praças são inúmeras como disse acima, não são tão pomposas mas é possível encontrar estruturas de academia ao ar livre em várias.

Mercado del Puerto

Pontos que estão distribuidos pela cidade: Letreiro Montevidéu fica na praia de Pocitos, leve uma dose extra de paciência se quer tirar uma boa foto; Shopping Punta Carretas que foi construído no antigo presídio da cidade (bom para ver as lojas de moda local), Sede do Mercosul que fica perto do parque Rodó, Obelisco aos Constituintes que está perto do parque Batlle e a pista de patinação El Cuadrado que fica na quase em frente da Sede do Mercosul. Parques e áreas públicas são muito utilizadas pelos moradores legais, é bem bacana ver a utilização do espaço de uma forma tão intensa.

Letreiro – Praia de Pocitos

Ao final, vimos que dois dias bastariam para Montevidéu. A cidade não tem tantos atrativos, até achei parecida com Belo Horizonte, mas é o tipo de cidade boa para morar. Apesar de ser a capital do país, não tem aquela agitação louca e as pessoas são mais educadas e simples. Leo até brincou que quando aposentarmos podemos morar lá para beber vinho barato todo dia e eu completei que iria para a praia levando a minha cadeirinha para fazer aquele tricot como vi uma vovozinha perto do pier. Vida tranquila…

Faremos mais posts sobre a nossa viagem, separamos para não ficar enorme! <3

Meus escolhidos da Neo Joalheiros

Semana passada eu conheci a Neo Joalheiros, uma empresa no ramo de jóias que está já mais de 30 anos no mercado e tem lojas físicas em Minas Gerais. Eles são especializados em alianças, muitas pessoas não ligam muito para jóias, mas querem uma aliança bem alinhada ao estilo do casal para celebrar a união. E eu fiquei surpresa com o tanto de aliança que eles tem, muitos modelos, para todos os gostos e bolsos, sendo que até as mais caras estão em valores bem interessantes, nada de casar e ficar sem casa.

Neo também tem jóias, fazem coleções e trabalham com pedras preciosas. Desde o clássico até o mais atual como as pulseiras que você pode montar da forma que preferir, só escolher os berloques que tem mais a ver com sua vida. A matéria prima é de qualidade e a equipe da Neo é super capacitada, os produtos tem preços bons e qualidade excelente.

Fiz uma seleção de produtos que me chamaram atenção e combinam super com o  meu estilo. E fiz fotos com produtos que postarei no meu insta, então me segue lá (@blogsenhorita):

Para quem mora em outros estados ou cidade que não vende NEO, o site tem a parte de e-commerce de alianças e lá também tem a relação de lojas, basta olhar e ir até a mais próxima de você: http://neojoalheiros.com.br/

 

#viaja: Tiradentes por Mariana Celle

Tiradentes sempre foi, durante minha infância e adolescência, o “jardim de casa”. Isso porque eu nasci e cresci na cidade vizinha, Dores de Campos (30 minutinhos de lá). Lembro de ir com meus avós para a cidade e fazer piquenique no Largo das Mercês ou de reunir a família para um almoço diferente no domingo. Mais na fase adulta, trabalhando com gastronomia e depois também com turismo, a cidade ganhou amplitude. E hoje, como jornalista, além de Tiradentes ofertar opções para um jantar especial ou um passeio gostoso, ela também se apresenta para mim como um lugar que, apesar de tão pequeno, se mostra muito grande e rico em possibilidades e novas descobertas.

Bem, primeiro item: onde me aconchegar? Como sou “dali do lado” nem sempre fico na cidade para me hospedar. Sendo assim vou contar de dois locais onde já fiquei e que têm perfis diferentes, porém, cada um atende bem de acordo com a intenção do hóspede. Se o desejo é por ficar pertinho do centro e gastar pouco, a dica é optar por pousadinhas familiares que oferecem o básico em conforto e café da manhã, como a Pousada Elisa . Não há luxo, mas é limpa e tem uma ótima localização para quem prefere não depender de transporte.

Já se seu interesse é por uma viagem que preze pelo bem-estar, não deixe de se hospedar na Aromas da Montanha. Com sofisticação, mas sem frescura, a equipe da pousada consegue oferecer uma hospedagem inesquecível. Cada detalhe se apresenta como uma forma de atenção e carinho que vão da recepção, passam pela cozinha e seus deliciosos preparos caseiros, até toda a estrutura do quarto e seguem até o jardim encantador ao fundo. Por lá há piscina, hortinha de ervas e ainda a possibilidade de se observar belos pássaros enquanto toma um chá ao cair da tarde. Ela também não é tão distante do centro (aproximadamente 5 minutos de carro), porém fica em uma região mais reservada. O que pode ser muito bom também quando se quer descansar de verdade.

Além dessas, há ainda muitas outras opções para os mais variados bolsos e interesses. Se ficar em dúvida, vale à pena acessar a fanpage da Asset – Associação Empresarial de Tiradentes e começar a escolher por lá. 

Depois de definir onde se hospedar, você deve pensar: como me locomover? Eu gosto de caminhar e, apesar de ter algumas ladeiras pelo trajeto até pontos turísticos como a Matriz de Santo Antônio e o Museu da Liturgia, por exemplo, a paisagem compensa. De todo modo, invista em roupas e calçados bem confortáveis. Esqueça o salto e mantenha um casaco leve ou um lenço na bolsa, pois mesmo nos dias quentes, ao anoitecer as temperaturas costumam cair e fica friozinho. Se você for se hospedar ou visitar algum lugar mais distante, há taxistas na cidade. Se a intenção for por um passeio ao redor do município, indico alguns serviços. Veja só:

Uai Trip (Contato: Dalton | http://www.uaitrip.com.br/), Agência Terrestres Brasil  (Contato: Wladimir Loyola operacional@terrestresbrasil.com.br – (32) 98899-3555), Eco-Guia com Jardel da Montanha (Contato: Jardel Zamboni jardel.spocher@hotmail.com – (32) 9 9117-4657)

Esses contatos poderão te apresentar Tiradentes e região por outro olhar: o do ecoturismo, a partir de passeios na Serra de São José, onde há trilhas diversas para serem feitas a pé, de carro ou de quadriciclo. Por lá a natureza é ainda mais exuberante com cachoeiras, aves, plantas, entre outros atrativos, partindo de Tiradentes e visitando municípios limítrofes como Santa Cruz de Minas e Prados.

Aliás, falando em Prados há dois pontos que merecem destaque. Vamos começar pelo artesanato de Vitoriano Veloso, distrito da cidade mais conhecido como Bichinho. Gaste uma tarde lá observando o trabalho dos artesãos. Vale à pena! Antes de ir, passe na casa da simpática família produtora dos “Doces do Bichinho” e não deixe de experimentar o canudo de doce de leite e a goiabada cascão. Aliás, tudo lá é muito bom! Esses são apenas os meus preferidos.

Outra visita que faz parte de Prados é um almoço no restaurante Grotão, na zona rural da cidade. Ele serve comida caseira e deliciosa em uma paisagem rural bem próxima da natureza, com quiosques pelo espaço e um moinho d’água onde é feito o fubá usado na receita do tutu à mineira. Antes de começar, peça a porção de torresmo com uma caipirinha. Deliciosa combinação! Para chegar lá, aproveite e vá pela Estrada Parque. Trecho com paisagens lindas que nos leva até uma das partes altas da serra. O pôr-do-sol e o nascer da lua podem ser admirados com esplendor em um dos mirantes pelo trajeto.

Bem, voltando a Tiradentes, tenho três sugestões para se comer muito bem. Aliás, acredito que já esteja sendo perceptível que o quesito “onde comer” é, para mim, um dos pontos altos de qualquer viagem. Por isso aqui vão algumas dicas. Para uma comidinha típica, bem servida e em conta, sempre sugiro o Restaurante do Celso. Um dos estabelecimentos mais tradicionais da cidade, antes chamado de “bar”, o restaurante fica no Largo das Forras, no centro. Lá serve o melhor feijão tropeiro que já comi e olha, garanto que já comi muitos.

Para um jantar especial, a experiência que o Angatu proporciona se vê em poucos lugares. A refeição com entrada prato e sobremesa talvez exija um investimento financeiro maior, mas vale com certeza a visita. O chef Rodolfo Mayer foi indicado recentemente pelo Infood como “um dos cozinheiros que devem brilhar em 2017”, na opinião dos renomados Laurent Suaudeau, Emmanuel Bassoleil e Claude Troisgros. Porém, antes de ir, vale garantir a reserva.

Se quiser ficar mesmo pela praça central, o Templário – Restaurante e Choperia costuma ter música ao vivo de qualidade com músicos da região tocando MPB e Bossa Nova. No cardápio, há petiscos mais tradicionais mesclados a receitas com toque alemão, como o misto de salsichas com trio de mostardas (escura, amarela e doce). Bom para um happy hour sob os ombrelones na varanda.

Durante o dia, além dos muitos museus, igrejas e arquitetura colonial encantadora, que são imperdíveis, há roteiros para os interessados em conhecerem mais sobre as artes locais em outros aspectos. O Sr. Tião Paineira é uma personalidade que faz belas peças de cerâmica. Ele anda meio adoentado, “já são muitos janeiros nas costas”, como bem disse certa vez o historiador e escritor tiradentino Luiz Cruz. De todo modo, não deixe de visitar a família. O atelier fica na Rua Alvarenga Peixoto, no Bairro Cuiabá (é a rua que sai de Tiradentes em direção ao Bichinho. Indo, fica à esquerda). Lá é possível encontrar também a produção do Zé Paineira, filho do Tião que muito bem aprendeu o ofício com o pai e, atualmente, reproduz exemplares da arquitetura local. As filhas de Tião ainda fazem geleias deliciosas, uma delas é a “marmalade”, feita com o suco e a casca da laranja. Excelente opção para acompanhar pães, roscas e também assados, especialmente o lombo de porco. Uma combinação irresistível!

Outro segmento que merece atenção é o ramo moveleiro. Entre opções diversas, destaco os móveis da marca Divinas Gerais . Lindas peças com personalidade feita por uma família que coloca amor no que faz e reflete isso em seu produto. Do mesmo modo, outro cantinho que me encanta e sempre vou é na Marcas Mineiras Loja e Café. Nem sempre para comprar, mas opção certeira para um café acompanhado de bolo caseiro naquela deliciosa pausa do dia. Não se espante e opte pelo de abobrinha acompanhado por lemon curd. Surpreendente! Além das delícias da cafeteria, a loja, instalada em uma casa com lindos jardim e quintal, revela em cada cômodo belos produtos em cama e mesa, todos confeccionados artesanalmente e bordados à mão. Ainda há outros genuinamente mineiros comercializados em parceria com marcas como a tradicional Cristais C’adoro.

Por último, caso queira levar uma lembrança para compartilhar em casa e recordar a cidade e também Minas, visite a Queijaria Ouro Canastra. Ela fica na Rua Direita e reserva deliciosos e surpreendentes queijos da região e de todo o estado. Por lá, você ainda bate uma prosa com os proprietários enquanto aprecia uma cerveja artesanal.

Seja bem-vindo e bom apetite!

Obrigada Mari, seu post é irresistível! Aposto que muita gente ficará com muita vontade de ir a Tiradentes <3