#belorizontices: Kanpai

O blog foi a convite da assessoria do Kanpai.

Uns dias atrás fomos ao Kanpai, um restaurante de comida japonesa que abriu recentemente. Kanpai começou com um buffet de comida japonesa que atende muito a eventos fechados como formaturas e casamentos. E para quem conheceu o Kanpai numa festança por ai, agora eles tem uma casa no Sion super bonita e com diferenciais interessantes. Primeiro que a arquitetura fugiu do convencional, não parece aqueles restaurantes de comida japonesa tradicionais cheios de móveis de bambu e cerâmicas velhas. É um ambiente jovem, alegre e bastante confortável.

O sistema de atendimento também é diferente. Ao chegar, você é recepcionado pelo garçom que te explica a dinâmica da casa. Cada um recebe um cartão com QR Code e faz o pedido pelo menu no tablet. Lá tem tudo, fotos, descrições e preço. Você seleciona o pedido e finaliza com a leitura do QR Code. Ai só esperar chegar, o garçom leva seu pedido. Através do tablet é possível controlar os gastos também. Ao final, basta solicitar ao garçom que feche a conta. Funciona tipo cartela individual. Eu achei bom, principalmente a parte que o “cardápio” fica na mesa, que coisa mais chata ter que pedir cardápio o tempo todo porque o garçom tira sempre que passa.

Guioza

Bom, mas vamos aos comes e bebes? Como dirigia, só Leo bebeu um drink que tinha maracujá, limão siciliano e wasabi. Eu experimentei duas vezes, na primeira eu senti o wasabi bem lá no fundo, na segunda eu não o senti mais, foi mascarado pelo maracujá que é bem forte. Quero voltar lá para beber drinks, mas certamente não pego nada de maracujá pois sempre acho que ele impregna e mascara os outros ingredientes. Maracujá só no suco mesmo.

Fruit Ninja

Pedimos umas entradas, mas considere que as entradas são para uma pessoa. Se quer compartilhar, melhor pedir dois ou variar o pedido pois as mesmas são pequenas. Eu adorei o atum selado, comeria só ele se deixasse. Atum é o meu peixe preferido na comida japonesa e o de lá estava bem fresco. A guioza é uma entrada mais bem servida, mas como é uma das coisas que mais gosto, talvez não daria ao coleguinha. O bolinho de salmão frito é gostoso, bem temperado e ficou ótimo com o molho agridoce porém deixou saudades.

Atum selado

Tem gente que gosta de ir em self service de comida japonesa ou então em rodizio. Eu acho self service caro e não consigo comer muito em rodizio, as opções mais baratas geralmente não incluem sashimi e rapidamente eu fico cheia de arroz. O esquema de combo no Kanpai une o melhor dos mundos: escolher as peças o numero de peças (8 ou 12) e quais mais agrada. O preço não passa 29,90 e eu achei bem justo. Se não comesse entradas, iria no de 12 peças. Gostei muito do peixe branco com raspinhas de limão torrado, sem dúvida foi meu preferido. Tem opções maçaricadas, pedi no meu e gostei muito pois não estava cozido, só tinha uma capinha leve dando aquele gostinho tostado.

Combos

Lá no Kanpai tem opções de pratos quentes, com carnes e sem. Leo não é chegado no peixe cru, foi de yakissoba de filet mignon. Estava bem gostoso e farto. Lá tem opções mais gourmet de pratos quentes e tem umas opções que eu consideraria um sushi de carne, como um medalhão de frango em que a apresentação se assemelha do hot filadelfia da vida (enfileirados). Bem legal e faz com que quem está você entre no clima “japa” também.

Yakissoba

Por fim, a sobremesa. Pedimos o petit gateau, estava gostoso, mas nada fora do comum. As sobremesas são mais tradicionais e não tem nada que seja com uma pegada mais oriental não, acho que poderia ter ao menos uma que fizesse uma referência ao universo oriental de forma mais direta. Leo fez uma pesquisa e achamos interessante o tempura ice cream, confesso que queria provar. Talvez esperasse mais pois até aquele momento tudo foi tão diferente né?! O forte mesmo é a comida, numa próxima oportunidade eu pularia esta parte e me concentraria em pratos quentes mais diferentes, drinks e voltaria no atum selado. E eu quero voltar em breve!

Categoria: comida japonesa, amigos, casais

Ponto Forte: sistema de auto-atendimento e combos customizados

Ponto Fraco: sobremesas mais tradicionais

Gasto Médio: R$50 reais por pessoa

Onde fica: Rua Pium -í , 1122. Sion

Telefone: (31) 3656-4621

#belorizontices: Parrilla del sol

Logo depois que voltamos do Uruguai, fomos a Parrilla del Sol que fica em Nova Lima, no Vale do Sol. E foi por acaso, queríamos outro restaurante mas o mesmo fechou, então foi a Parrilla foi a nossa opção mais próxima. O local fica logo na via principal do bairro, basta sair da BR e seguir em frente, a decoração com muita madeira deixa um aspecto mais rústico e aconchegante. Para que seja uma parrilla, a carne deve ser assada numa grelha (aqui colocamos no espeto), em alta temperatura que garante a rapidez do preparo e o sal que vem depois de assado. Os cortes mais comuns são assado de tira (costela cortada na transversal), o vazio (fraldinha) e o bife ancho (parte dianteira do contrafilé)

 

Escolhemos a mesa, um vinho (tinham poucas opções do Uruguai mesmo) e a entrada, uma porção de linguiça assada. Estava boa, no ponto e não tinha muita gordura. Vieram dois molhos de acompanhamento, um que parecia um chimichurri e outro um vinagrete de pimentão, que ficava bom com a farofinha. Farofa que abrasileirou a parrilla aqui, não vimos nem um sinal de farofa no Uruguai, mas acredito que eles iam gostar do “toque especial”.

Já para a carne, o garçom nos orientou a pedir um corte e solicitar a batata (que era a guarnição de nossa preferência) a parte para que viesse mais. Assim fizemos. Fomos de bife parrillero, que é o bife chorizo (traseiro do contrafilé) com molho parrillero (base de vinho e conhaque). Bom, eu achei a carne um pouco dura e não senti o conhaque no molho. Estava bom, combinou com a batata frita mas esperava um pouco mais. O preço da carne separada + entrada de batata  ficou quase a mesma coisa do prato com acompanhamento, não sei se tem esta diferença mas preferimos confiar já que ele foi bem simpático.

Categoria: carnes, almoço, jantar, casais

Ponto Forte: tipo de preparo da carne, a parrilla

Ponto Fraco: o chimichurri e o molho parrillero estavam diferentes do que já comi e ao pesquisar vimos que existem diferenças.

Gasto Médio: R$70 por pessoa

Onde fica: Av. Quinta, 620 – Vale do Sol, Nova Lima – MG, 34000-000

Telefone: (31) 3541-4627

 

#belorizontices: Rolha Free + taxa de rolha em Belo Horizonte

Belo Horizonte esfriou e muita gente gosta de tomar um vinhozão para dar aquela aquecida. Mas nem sempre os valores cobrados pelos restaurantes correspondem ao nosso bolso. Até entendo que muitos lugares contratam sommeliers para elaborar uma carta de vinhos compatível com o cardápio, mas além do valor, tem o gosto. Pode ser que a pessoa tenha sim um hábito de comprar vinhos e quer encaixar na ocasião um vinho da adega pessoal. Para isso, muitos lugares abrem o espaço para o vinhos de clientes cobrando uma taxa de rolha por garrafa (para gelar e oferecer taças) ou liberam a taxa sob consumo mínimo ou não. Ai elaborei uma listona a partir de uma postagem do grupo de restaurantes que faço parte e pesquisei outros. Não coloquei os endereços, mas basta olhar no google para saber como chegar.

ROLHA FREE (não cobram taxa de rolha)

  • Madero
  • Alguidares: não cobra taxa, sugere gorjeta para o garçom.
  • Armazem Numero Oito: rolha free.
  • Bar do Marcinho (Macacos)
  • Borracharia Gastropub
  • Degli Angeli Cantina: negociada isenção ou redução por consumo na casa. Membros do clube de vinhos Sociedade da Mesa não pagam rolha.
  • Farroupilha Grill Pampulha.
  • Gomide: isenta em qualquer dia desde que não esteja participando de alguma promoção (Restaurant Week, Duo Gourmet, etc).
  • L’ Entrecôte de Paris: negociada isenção ou redução por consumo na casa. Membros do clube de vinhos Sociedade da Mesa não pagam rolha.
  • Outback: libera rolha desde que o vinho não tenha na carta e cada cliente consuma um prato principal.
  • Porcão BH: não cobra rolha para vinhos comprados no Super Nosso.
  • Quintal do Prado.
  • Sapore D’Itália: não cobra rolha, mas pela utilização das taças de cristal cobra cinco reais.
  • Sargas: não cobra rolha se há consumo na casa.
  • Verona Pasta e Pizza: não cobra rolha, deixe uma gorjeta para o garçom.
  • Vila Rica (Av. Fleming): negociada isenção ou redução por consumo na casa. Membros do clube de vinhos Sociedade da Mesa não pagam rolha.
  • Un’altra volta: não informou o valor mas aceita negociar, libera a rolha dependendo do dia e do consumo.
  • 68 Pizzaria: negociada isenção ou redução por consumo na casa. Membros do clube de vinhos Sociedade da Mesa não pagam rolha.
  • Parrilla e Pizzaria Verdemar: não cobram taxa de rolha se o vinho for comprado no supermercado que inclusive disponibiliza vinhos gelados.

ROLHA FREE em dias específicos

  • Agosto Botequim: terça feira.
  • Cantina Piacenza: de terça a quinta.
  • Divino: quartas e quintas.
  • Osteria Mattiazzi: rolha free quinta (na terça e na quarta, por 80,00, há menu completo com vinho ou espumante da casa liberado à vontade).
  • Omília: terça e quarta liberada, outros dias 30 reais.

TAXA DE ROLHA

  • Ah! Bon: R$35,00.
  • Alma Chef: R$70,00 – Membros do clube Sociedade da Mesa têm isenção da taxa de rolha.
  • Au Bon Vivant – R$40,00, ou isenção em caso de Confraria (A partir de 4 garrafas na mesa).
  • Badejo: R$30,00.
  • Baiana do Acaraje: R$30,00.
  • Benvindo: R$80,00.
  • Café com Letras: R$ 30,00.
  • Campagne  (Macacos): R$40,00.
  • Casa Cheia: R$25,00.
  • O Conde: R$50,00.
  • Dartaganan: R$ 50,00.
  • Est Est Est: R$60,00 para vinhos italianos e R$200,00 para vinhos não italianos.
  • Efigênia Bistrô -R$30,00.
  • Fogo de Chao: R$50,00.
  • Galeto Italia: R$30,00.
  • Glouton: R$60,00.
  • Hokkaido: R$ 25,00.
  • La Macelleria: R$40,00.
  • L’Entrecôte Bistrô: R$25,00 (terças, quartas e sextas – rolha free em uma garrafa)
  • Maharaj: R$40,00.
  • Maurizio Gallo: R$30,00
  • Mercearia 130: R$30,00.
  • Mocca: R$30,00.
  • Monjardim: R$ 35,00.
  • Olegário Pizzaria: R$40,00.
  • Pacifico Bar Cafe: R$40,00 (rolha free alguns dias – melhor consultar previamente).
  • Patuscada: R$50,00
  • Parada Cardoso: R$25,00.
  • Paratella: R$40,00. Consumindo um vinho da casa, rolha free.
  • Parrilla del Mercado: R$35,00.
  • Peixe Frito: R$ 20,00.
  • Provincia di Salerno: R$80,00.
  • Quinto do Ouro: R$28,00.
  • Rancho do Boi: R$ 50,00.
  • Restaurante do Porto: R$ 25,00, mas se pedir um prato de bacalhau para 2, rolha free.
  • Saatore: R$20,00.
  • Santa Fe: R$40,00.
  • Surubim na Brasa: R$30,00.
  • Toscanini: R$30,00.
  • Trindade: R$30,00.
  • Varandao (Hotel Othon): R$ 60,00.
  • Xapuri: R$ 39,90.

Ps.1: Muitos estabelecimentos oferecem a taça de vinho como uma opção mais enxuta de consumo, para quem quer só um vinho para acompanhar um prato ou que não tem companhia para dividir uma garrafa ou pegar uma meia garrafa que tem opções reduzidas e preços altos se comparado a garrafa normal. Não são as melhores opções, mas dá para o gasto. Geralmente o valor da taça gira entre 10 a 25 reais dependendo do vinho. Ai vale a pena fazer este esquema que pagar uma taxa de rolha ou até mesmo levar um vinho.

Ps.2: As vezes fico com preguiça de ver a carta de vinhos de certos lugares. Vinhos que não são caros com preços abusivos ou só opções caras, preços surreais. Parece que vinho bom tem que ser caro e que é vergonhoso ter opções mais econômicas no cardápio. Se uma casa trabalha com cervejas tipo skol, brahma e artesanais/importadas, por que não ter vinhos mais baratos, já tomei ótimos sem ter que vender meu rim. #ficadica

#viaja: Bodega Bouza

“I love wine because it is one of the last true things. In a world digitized to distraction, a world where you can’t get out of your pajamas without your cell phone, wine remains utterly primary. Unrushed. The silent music of nature. For eight thousand years, vines clutching the earth have thrust themselves upward toward the sun and given us juicy berries, and ultimately wine. In every sip taken in the present, we drink in the past—the moment in time when those berries were picked; a moment gone but recaptured—and so vivid that our bond with nature is welded deep.”

(Karen MacNeil, The Wine Bible)

“Adoro vinho porque ele é uma das poucas coisas verdadeiras que restam. Em um mundo das distrações digitais, um mundo onde você não consegue deixar o pijama sem levar o celular junto, o vinho permanece absolutamente primário. Sem pressa. A música silenciosa da natureza. Por oito mil anos, os vinhedos agarrados à terra se impuseram em direção ao sol e nos fornecem frutos suculentos, e por fim, vinho. A cada gole tomado no presente, bebemos o passado – o momento em que as uvas foram colhidas; um momento perdido, mas recapturado – e tão vividamente que nossos laços com
a natureza se selam profundamente.”

(Karen MacNeil, A Bíblia do Vinho)

O vinho é uma das bebidas mais antigas feitas pelo homem. Existem evidências de consumo de vinho há mais de 8 mil anos. Por ser alcoólico e assim promover a distanciação da consciência, foi considerado por várias civilizações como algo religioso, fazendo parte de oferendas e rituais. Os gregos e romanos veneravam Dioniso (ou Baco), deus dos vinhos, festas, teatro, ritos religiosos e do êxtase. Os judeus também utilizam vinho em seus rituais religiosos desde os tempos bíblicos. Hoje o vinho faz parte da mesa de muita pessoas, não sendo diferente no Uruguai.

Uva Tannat <3

A uva considerada uva nacional no Uruguai é a uva tannat. Esta uva é originária do sudoeste da França. Entretanto hoje o Uruguai é o maior produtor de tannat. Usualmente envelhecida em carvalho, para criar maciez, o tannat pode ser rico, com sabor que preenche a boca, com sabor de cereja negra, chocolate e espresso. No Uruguai é o vinho de uva tannat é considerado o melhor acompanhamento para a parrillas. Além delas, no país também são produzidas as uvas merlot, cabernet sauvignon, chardonnay, sauvignon blanc e petit manseng. São consideradas as melhores vinícolas: Stagnari, Bouza, Garzon, Pizzorno, Pisano, e Juanicó.

Tonéis de carvalho

Aproveitamos uma dia em que a previsão do tempo era nublado, com possibilidade de chuva, e fomos à Bogeda Bouza. Acabou que não choveu e o clima levemente nublado foi ótimo para este passeio. Queríamos conhecer esta vinícola renomada e muito procurada pelos turistas. Iríamos ver o processo de produção do vinho (nada muito complexo e bem artesanal) e degustar os vinhos da casa. A base da bebida é uva e tempo. A uva é a base, o substrato para criar uma ótima bebida. O tempo acentua e faz o sabor característico do vinho, traz suas peculiaridades e nuances.

Restaurante

A plantação é loteada, dividida em áreas. Ao longo do processo, é feito o rastreamento do local de onde vieram as uvas. Esta informação está presente nos tonéis e depois vai parar no rótulo das garrafas. Assim é possível saber exatamente de onde veio a uva do vinho que está sobre a mesa. O solo, o clima da região e as mudanças climáticas influenciam na qualidade da uva produzida. Durante o tour fomos informados que o ano de 2015 foi um ano de produção de boas uvas. Esta é outra informação, que nem todos conhecem, mas que também é encontrada nos rótulos. A bodega possui um acervo dos vinhos que foram produzidos, uma enoteca. Algumas (ou várias) garrafas de cada safra são guardadas neste acervo. Ao longo dos anos eles vão abrindo essa garrafas para averiguar o sabor do vinho ao longo do tempo. As melhores uvas são reservadas para fazer os vinhos especiais, chamados de parcela única. Já os vinhos com denominação reserva são aqueles que passaram por mais tempo pelo processo de maturação que variam de acordo com a legislação do país produtor.

Coleção de carros antigos

O tour na Bodega Bouza é curto, as instalações são pequenas e localizadas ao lado da sede. Começamos pelas parreiras, com explicações sobre a técnica do plantio, colheita e até provar algumas uvas tannat direto do pé. Em seguida fomos ao prédio da vinícola, onde vimos o local de maceração e vinificação, processo em que ocorre a fermentação. Em seguida o vinho passa para a fase de maturação, sendo então armazenado em tonéis ou barris, sendo complementada por um período de maturação em garrafa. O tour do vinho se interrompe aqui e fomos ao salão onde encontra-se a coleção de automóveis antigos do proprietário da vinícola. São mais de 30 carros e motocicletas que datam a partir de 1920.

Degustação com acompanhamentos

Encerrada a visita histórica aos automóveis, voltamos para a sede da Bouza onde fizemos uma degustação de 4 vinhos (Chardonnay 2016, Tempranillo Tannat 2015, Tannat Merlot Tempranillo (2015), Parcela única Merlot 89 (2015), Tannat, Albariño, Chardonnay, Tempranillo), acompanhado queijos e salames. Como foram 4 taças pequenas de degustação, aproveitamos as mesmas para acompanhar também o almoço. Fomos de Lasanha Bolonhesa e Fetuccini. Ambos estavam muito bons. O Menu e os preços estão disponíveis no site da Bodega (http://www.bodegabouza.com/). Vale ainda ressaltar que o atendimento foi sempre cortês e ao final você pode aproveitar para passar na lojinha e levar um vinho para casa. Se a mala já estiver cheia, na volta você poderá comprar alguns vinhos da Bouza no DutyFree.

Pratos que comemos no almoço

Como a Bodega é um pouco afastada da cidade (20 km do nosso hotel), preferimos ir e voltar de uber/taxi. Assim podíamos degustar os vinhos sem problema e o preço saiu aproximadamente 40 reais cada trecho. Será mais fácil ir de Uber e voltar de taxi já que a vinícola é mais afastada e são poucas chances de pegar um uber facilmente. Caso não consiga por aplicativo, basta pedir ao pessoal do restaurante que eles chamam para você.

Onde comprar vinhos tannat no Brasil? Não existem muitas opções de vinhos uruguaios no Brasil, mas procurando acabamos encontrando alguns. Por exemplo, encontramos vinhos tannat uruguaios das seguintes vinícolas (lojas): Pueblo del Sol (Wine), Don Pascual (Wine e Evino), Narbona (Wine), Viñedo de Los Vientos (Wine), Carrau (Wine e Vinhosite).

E para ver os posts sobre a viagem ao Uruguai, basta clicar aqui!

Texto por Leonardo Araújo. Fotos Leo e Camila

#belorizontices: Burger´s Club

Eu fiz esta resenha, agendei e o wordpress simplesmente não a publicou. Enfim, está em tempo ainda. O Burger´s Club foi recomendado por um amigo do Leo e fomos lá conhecer. Lá segue a linha dos hambúrgueres gourmet que se espalharam pela cidade. O BC começou as atividades em 2013, antes do boom, o que o faz um lugar mais tradicional.

O ambiente tem decoração simples, com posters de grandes nomes da música (em especial o rock) que também inspiram os sanduíches também. Achamos o local escuro e caberia uma reforma, mas ok. Cada um escolheu seu sanduíche que vinha batata tipo chips, algumas estavam meio molengas. Não acho que este tipo de batata combina com sanduíche, prefiro a batata palito mesmo (mas isso é gosto).

Eu fui de Nina Simone (foto acima), um sanduíche que me pareceu menor pela descrição: Pão australiano, burguer artesanal de picanha 200 g, cebola caramelizada e queijo cheddar. Pude escolher o molho e o sal da batata. Peguei o picante mas achei que ele estava meio estranho e o sal foi o de ervas. O sanduíche é gostoso, pão australiano e cebola caramelizada é uma dupla que eu aprecio mundo. Como era de se esperar, eu deixei bastante batata. Não sei porque estes sanduíches são tão grandes, poderiam ser menores até mesmo para nos incentivar a comer a sobremesa.

Burguer Bob Marley

Leo foi de Bob Marley: Pão australiano, bacon, burguer artesanal, queijo cheddar, crispy onions, alface e tomate. Acompanha batata frita. O dele era maior que o  meu, mas tinha crispy onions que eu adoro (cebola tostadinha). Ele colocou uma observação legal: “cebola crispy com bacon e cheddar é uma combinação excelente”. Realmente é e o cheddar deles estava gostoso, sem um gostinho de plástico que é comum ao cheddar de baixa qualidade. Ele comentou que o sanduíche é muito grande e fica ruim de comer. É bem comum oferecer garfo e faca para comer sanduíche nestas hamburguerias gourmet, mas nem com talher funciona já que o sanduíche desmonta ao partir. Fora que é meio estranho, sanduíche é para comer com a mão, pegando todas as camadas numa dentada. Se foge deste sentido fica mais próximo de uma refeição mais longa.

“John Montagu, o 4º Conde de Sandwich, foi um aristocrata que tinha uma enorme paixão por jogos de cartas. E era tanto seu gosto para estes jogos, que ele se recusava a fazer as devidas interrupções para comer pelo que os seus servos lhe levavam a comida entre duas fatias de pão afim de que ele se pudesse ir alimentando sem ter que parar de jogar.” A origem das coisas (link)

Thiago escolheu o generoso B.B. King: Pão de batata, 2 burgers, 2 fatias de queijo e bacon. Acompanha batata frita. É o único no cardápio que tem duas carnes e isso o deixa gigante. Não sei como Thiago deu conta de comer, eu experimentei e estava muito bom também. A carne dos três estava bem temperada e no ponto que pedimos (ponto/bem passado) e o pão fresco, não esfarinhava.

Param quem está com fome, procura uma hamburgueria legal, eu indico lá. A minha sugestão é dar a oportunidade da pessoa escolher o tipo da batata e se tivesse uma carne menor seria bom, nem todo mundo quer comer para morrer e por incrível que pareça, qualquer 50 gramas faz diferença já que a digestão de proteína é muito mais difícil que carboidrato. Para quem quer comer em casa, tem o BC no Pedidos Já.

Burguer B.B. King

Categoria: lanche, hamburgueria, raio gourmetizador, delivery

Ponto Forte: qualidade do sanduíche

Ponto Fraco: só ter batata chips

Gasto Médio: R$40,00 por pessoa com refrigerante

Onde fica:

R. Major Lopes, 62 – São Pedro, Belo Horizonte

Telefone (31) 2551-4601