O que desejamos para o outro?

Uma amiga me falou umas semanas atrás: “nós temos que desejar o melhor para quem amamos”. Conversávamos sobre o falecimento do pai dela e sobre o período de luta, rejeição e aceitação de quando a morte vem. As pessoas fazem de tudo para que quem está doente sobreviva, que ela esteja entre nós, afinal ninguém quer perder. Mas até que ponto nosso desejo deve sobrepor ao bem estar da pessoa doente em questão?

Quando ocorre um falecimento súbito, a parte da luta inexiste. Já caímos para a rejeição. Não aceitamos, ficamos revoltados, questionamos as vontades divinas, os acasos da vida e como ela é injusta para conosco. Talvez seja melhor esta situação, nos livra da luta que envolve sempre a esperança de que a pessoa ficará bem, mina nossa energia, quebra a rotina… Muitas vezes o esforço vale a pena, outras vezes não. A luta é necessária, é a chance que temos e que a pessoa doente tem, ela também não quer aquela situação. Quando perdemos, a revolta é certa, o coração já dolorido fica pior, parece que todo o esforço foi em em vão ou pouco, que não recebeu o melhor tratamento… Muitas hipóteses e justificativas para amenizar o que sentimos. Quando a vida ganha, tudo valeu a pena, a vontade de Deus prevaleceu. O amor sempre vale a pena, o problema é que pensamos nisso quando o que desejamos se torna realidade.

Em certos momentos, devemos pensar muito sobre a vontade do doente, o bem estar dele e de como ele ficará se sair daquele quadro. Será que ele quer lutar junto? Será que ele aceitará uma limitação? Será que vale a pena ter uma pessoa infeliz ao nosso lado simplesmente porque não queremos perde-la? Na época da faculdade, eu vi pacientes que lutavam junto com a família, amigos e corpo clínico. E vi pacientes que se entregavam pois não queriam sofrer e nem fazer sofrer. Em certo ponto, somos muito egoístas em não respeitar a vontade de não viver mais ou de não querer uma vida limitada. Dizem também que a pessoa é egoísta quando não quer viver, mas o que passa dentro dela para querer isso? Não é aceitar a eutanásia, é aceitar que a morte existe e uma hora ela acontecerá para todos independente da nossa vontade.

O melhor as vezes é a morte. É complicado não é? Peso enorme para quem fica. Aceitar que você nunca mais verá a pessoa, não saber se ela sofreu ou o que aconteceu, para onde foi. Nestas horas nos aproximamos do espiritual cheios de dúvidas que ficarão sem resposta. Cada um tem o seu tempo de troca, troca de lembranças de dor por lembranças felizes, a cabeça trata de selecionar e devolver o energia ao coração cansado. A troca também mostra que o melhor foi feito e a saudade nos aponta os bons momentos vividos, boas lembranças. Hora de entender o real significado da palavra saudade, sem aquela dor do Vinicius de Moraes por favor…

Ontem minha tia avó faleceu em decorrência a complicações respiratórias advindas da baixa imunidade devido a radioterapia para tratamento de um câncer. Ela criou minha mãe e seus dois irmãos desde novos, ficaram órfãos muito jovens. Foi uma mulher realmente emponderada, não estas como clichês baratos de movimentos feministas de redes sociais, de gente que não vive a rua. Um dos meus melhores exemplos de pessoa, a pessoa que lutou sem se ver/sentir diferente. Não é abaixar a guarda, é manter a guarda, não dar tempo e nem espaço para pensar que “opa, isso ai não é coisa de mulher” ou qualquer uma destas falas clássicas. Difícil né? Pois é, daí que vem os bons exemplos, se todo mundo fosse 100% não teríamos a quem nos espelhar, não teríamos motivações para sermos melhores.

Existem pessoas que acreditam em divindades, eu não acho que nada na vida é por acaso. No dia que soubemos que minha avó estava com uma massa anormal no cérebro, fomos visita-la no hospital por volta das 19h. Lembra que no inicio do texto eu falei da minha amiga que perdeu o pai? Foi no mesmo dia, no mesmo hospital e foi num horário bem próximo. Ela ficou um tempo afastada, nos contou e eu liguei para ela para conversar. Ao contar sobre minha avó, nós constatamos esta coincidência. Ontem minha avó se foi, minha mãe está triste assim como outras pessoas da família e durante todo este tempo eu tenho as palavras que Adriana me disse diante da experiência dela.

Adriana, uma pessoa muito bacana que conheci durante o curso de corretor de seguros. Um momento difícil da minha vida, de mudanças. Ela foi uma agradável surpresa assim como outros dois amigos que fiz. Hoje entendo que muitas vezes sofrer é necessário, que viver é um eterno cair e levantar. Mas não me canso de agradecer as pessoas que entram e saem da minha vida para me ensinar um jeito de cair sem machucar muito e de me levantar o mais depressa possível. Leo sempre me fala isso, além de me ajudar a levantar quando caio literalmente <3.

Quero ser uma destas pessoas que ensinam também…

Obrigada a todos.

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