Fazendo as malas com a Camis

Para muitas pessoas, fazer a mala é muito difícil, chega a ser uma das piores partes da viagem. Antigamente eu tinha uma certa dificuldade mas aprendi algumas coisas e hoje esta parte é mais simples. Ai resolvi montar este post bem vida real para mostrar como faço minha mala. Separei em duas partes: o video, em que faço a minha mala para Tiradentes e o texto, em que faço algumas observações, truques e dicas.

Em viagens, eu aprendi que tenho que observar alguns fatores: local, dias de estada e clima. Para a parte do local, eu vejo a previsão do tempo para me certificar de temperatura, vento e chuva. O numero de dias me dá uma noção do quanto de roupa que tenho que levar e as atividades envolvidas na viagem + clima me ajudam a pensar no tipo de peças que devo escolher. Ultimamente eu estou bem prática e opto por roupas mais neutras e que posso repetir em combinações variadas, já reparei que levo mais blusas, mas se o planejamento é de ficar mais dias, penso que lavar em lavanderia de hotel ou próxima pode ser uma boa alternativa para quem não quer levar uma mala grande. E transformo meus looks com acessórios (óculos, bijuterias, lenços), que em sua grande maioria ocupam pouco espaço.

Sobre looks, vejo que algumas blogueiras fazem post sobre malas e em muitos casos acho que cria mais confusão que ajuda. A história de montar looks e leva-los prontos é muito bom mas não precisa de escolher uma roupa totalmente diferente para cada dia. Uma calça jeans pode ficar muito bacana com uma camiseta, regata, tricot e camisa. Só ai temos 4 possíveis produções com uma peça chave. Escolha as suas e monte looks a partir delas. Eu monto meus looks a partir dos sapatos que levarei, acho sapato mais complexo pois sapatos nem sempre ficam bons com certas roupas. Cada um pode optar por peças chave, pensando que são poucos itens e comandarão todo o resto.

Outra coisa que eu facilita é guardar algumas coisas em necessaire. Não é só maquiagem ou itens de higiene pessoal. Guardo lingerie, acessórios e dependendo até blusas (ai o ideal é utilizar sacos para organização). Isso facilita muito pois sei exatamente onde estão minhas coisas, não tenho que revirar a mala caçando algo e deixando tudo de pernas pro ar. Fora que a mala fica mais compacta, cabe até comprinhas de viagem sem problemas. Itens mais delicados como bijuterias e óculos você pode levar dentro de bolsas menores, pois protege mais dos trancos que as malas levam por ai.

Os sapatos vão em saquinhos que as lojas dão (separo os melhores), as vezes levo até um extra no caso do sapato sujar e eu não conseguir limpar no hotel (tipo tênis para trilha). Antigamente levava sacolas plásticas mais grossinhas para guardar a roupa suja, mas ganhei recentemente um organizador de plástico que fecha com zíper e uso ele, costumo levar parte das roupas nele, tiro quando chego e coloco novamente na medida do uso.

Itens mais volumosos eu prefiro viajar com eles como botas, bolsas grandes, mochilas e casacos. Bota é um saco pois ao passar no raio x, os fiscais implicam, ai tem que tirar, passar e colocar de novo em pé. Mas leve isso como parte da viagem, tudo melhora depois. E mala de mão só com o necessário, dependendo do voo (nacional ou internacional) existem regras que devem ser cumpridas (este post do Melhores Destinos http://www.melhoresdestinos.com.br/bagagem-viagem-aviao.html explica super bem o que você pode levar, dimensões da mala e afins).

Para quem é esquecido, vale a pena montar a própria lista de itens essenciais (e sempre esquecidos). Roupas e afins costumam variar em quantidade e tipo, certas coisas não. Eu geralmente esqueço: pijama, chinelo, estojo da lente de contato, óculos e colírio. Então são os primeiros itens que pego para não ter erro, assim como medicamentos. Dependendo do lugar você não conseguirá comprar uma aspirina sem receita, recomendo que leve os seus para evitar problemas.

Gosto muito da minha mala de mão (é a do vídeo), comprei para as viagens na época mais intensa do blog e hoje penso que foi a melhor escolha pois ela é compacta, semi rígida, tem cadeado na própria mala (com segredo), as rodinhas giram 360 graus (facilita para transporta-la) e tem um zíper expansor que amplia o espaço de forma generosa. E não foi tão cara, me arrependi por não ter levado esta mala na viagem do Uruguai, o sistema de cadeado na própria mala é mais seguro que o cadeado normal. Anac recomenda que itens de valor devem ir na mala de mão, porém a mala de mão é responsabilidade do passageiro, a mala despachada da companhia aérea. Nem sempre tudo cabe na mala de mão, recomendo quem vai viajar a solicitar a declaração de bens no check-in para evitar aborrecimentos como os que tive quando cheguei em Montevidéu.

ps.: Quem me acompanha viu que comentei em algumas redes que tive os óculos furtados na ida do Brasil para Uruguai. Dei falta dos mesmos no hotel, entramos em contato com a Latam e depois de muitas conversas por emails o caso está na justiça. Ontem li que uma passageira teve a mala de mão furtada em um voo da Latam, ela levava equipamentos fotográficos. O problema não é só a empresa, mas todo o sistema, logo, nós como consumidores temos que nos precaver dos oportunistas de plantão, visto que as empresas aéreas não tem cuidado com nossos pertences.

#viaja: Bodega Bouza

“I love wine because it is one of the last true things. In a world digitized to distraction, a world where you can’t get out of your pajamas without your cell phone, wine remains utterly primary. Unrushed. The silent music of nature. For eight thousand years, vines clutching the earth have thrust themselves upward toward the sun and given us juicy berries, and ultimately wine. In every sip taken in the present, we drink in the past—the moment in time when those berries were picked; a moment gone but recaptured—and so vivid that our bond with nature is welded deep.”

(Karen MacNeil, The Wine Bible)

“Adoro vinho porque ele é uma das poucas coisas verdadeiras que restam. Em um mundo das distrações digitais, um mundo onde você não consegue deixar o pijama sem levar o celular junto, o vinho permanece absolutamente primário. Sem pressa. A música silenciosa da natureza. Por oito mil anos, os vinhedos agarrados à terra se impuseram em direção ao sol e nos fornecem frutos suculentos, e por fim, vinho. A cada gole tomado no presente, bebemos o passado – o momento em que as uvas foram colhidas; um momento perdido, mas recapturado – e tão vividamente que nossos laços com
a natureza se selam profundamente.”

(Karen MacNeil, A Bíblia do Vinho)

O vinho é uma das bebidas mais antigas feitas pelo homem. Existem evidências de consumo de vinho há mais de 8 mil anos. Por ser alcoólico e assim promover a distanciação da consciência, foi considerado por várias civilizações como algo religioso, fazendo parte de oferendas e rituais. Os gregos e romanos veneravam Dioniso (ou Baco), deus dos vinhos, festas, teatro, ritos religiosos e do êxtase. Os judeus também utilizam vinho em seus rituais religiosos desde os tempos bíblicos. Hoje o vinho faz parte da mesa de muita pessoas, não sendo diferente no Uruguai.

Uva Tannat <3

A uva considerada uva nacional no Uruguai é a uva tannat. Esta uva é originária do sudoeste da França. Entretanto hoje o Uruguai é o maior produtor de tannat. Usualmente envelhecida em carvalho, para criar maciez, o tannat pode ser rico, com sabor que preenche a boca, com sabor de cereja negra, chocolate e espresso. No Uruguai é o vinho de uva tannat é considerado o melhor acompanhamento para a parrillas. Além delas, no país também são produzidas as uvas merlot, cabernet sauvignon, chardonnay, sauvignon blanc e petit manseng. São consideradas as melhores vinícolas: Stagnari, Bouza, Garzon, Pizzorno, Pisano, e Juanicó.

Tonéis de carvalho

Aproveitamos uma dia em que a previsão do tempo era nublado, com possibilidade de chuva, e fomos à Bogeda Bouza. Acabou que não choveu e o clima levemente nublado foi ótimo para este passeio. Queríamos conhecer esta vinícola renomada e muito procurada pelos turistas. Iríamos ver o processo de produção do vinho (nada muito complexo e bem artesanal) e degustar os vinhos da casa. A base da bebida é uva e tempo. A uva é a base, o substrato para criar uma ótima bebida. O tempo acentua e faz o sabor característico do vinho, traz suas peculiaridades e nuances.

Restaurante

A plantação é loteada, dividida em áreas. Ao longo do processo, é feito o rastreamento do local de onde vieram as uvas. Esta informação está presente nos tonéis e depois vai parar no rótulo das garrafas. Assim é possível saber exatamente de onde veio a uva do vinho que está sobre a mesa. O solo, o clima da região e as mudanças climáticas influenciam na qualidade da uva produzida. Durante o tour fomos informados que o ano de 2015 foi um ano de produção de boas uvas. Esta é outra informação, que nem todos conhecem, mas que também é encontrada nos rótulos. A bodega possui um acervo dos vinhos que foram produzidos, uma enoteca. Algumas (ou várias) garrafas de cada safra são guardadas neste acervo. Ao longo dos anos eles vão abrindo essa garrafas para averiguar o sabor do vinho ao longo do tempo. As melhores uvas são reservadas para fazer os vinhos especiais, chamados de parcela única. Já os vinhos com denominação reserva são aqueles que passaram por mais tempo pelo processo de maturação que variam de acordo com a legislação do país produtor.

Coleção de carros antigos

O tour na Bodega Bouza é curto, as instalações são pequenas e localizadas ao lado da sede. Começamos pelas parreiras, com explicações sobre a técnica do plantio, colheita e até provar algumas uvas tannat direto do pé. Em seguida fomos ao prédio da vinícola, onde vimos o local de maceração e vinificação, processo em que ocorre a fermentação. Em seguida o vinho passa para a fase de maturação, sendo então armazenado em tonéis ou barris, sendo complementada por um período de maturação em garrafa. O tour do vinho se interrompe aqui e fomos ao salão onde encontra-se a coleção de automóveis antigos do proprietário da vinícola. São mais de 30 carros e motocicletas que datam a partir de 1920.

Degustação com acompanhamentos

Encerrada a visita histórica aos automóveis, voltamos para a sede da Bouza onde fizemos uma degustação de 4 vinhos (Chardonnay 2016, Tempranillo Tannat 2015, Tannat Merlot Tempranillo (2015), Parcela única Merlot 89 (2015), Tannat, Albariño, Chardonnay, Tempranillo), acompanhado queijos e salames. Como foram 4 taças pequenas de degustação, aproveitamos as mesmas para acompanhar também o almoço. Fomos de Lasanha Bolonhesa e Fetuccini. Ambos estavam muito bons. O Menu e os preços estão disponíveis no site da Bodega (http://www.bodegabouza.com/). Vale ainda ressaltar que o atendimento foi sempre cortês e ao final você pode aproveitar para passar na lojinha e levar um vinho para casa. Se a mala já estiver cheia, na volta você poderá comprar alguns vinhos da Bouza no DutyFree.

Pratos que comemos no almoço

Como a Bodega é um pouco afastada da cidade (20 km do nosso hotel), preferimos ir e voltar de uber/taxi. Assim podíamos degustar os vinhos sem problema e o preço saiu aproximadamente 40 reais cada trecho. Será mais fácil ir de Uber e voltar de taxi já que a vinícola é mais afastada e são poucas chances de pegar um uber facilmente. Caso não consiga por aplicativo, basta pedir ao pessoal do restaurante que eles chamam para você.

Onde comprar vinhos tannat no Brasil? Não existem muitas opções de vinhos uruguaios no Brasil, mas procurando acabamos encontrando alguns. Por exemplo, encontramos vinhos tannat uruguaios das seguintes vinícolas (lojas): Pueblo del Sol (Wine), Don Pascual (Wine e Evino), Narbona (Wine), Viñedo de Los Vientos (Wine), Carrau (Wine e Vinhosite).

E para ver os posts sobre a viagem ao Uruguai, basta clicar aqui!

Texto por Leonardo Araújo. Fotos Leo e Camila

#viaja: Punta del Este | Uruguai

Como comentamos no post “Colonia del Sacramento” (clique para ler!), escolhemos duas cidades fora Montevidéu para conhecer no Uruguai. Já falamos de Colonia e agora é a hora de contar sobre Punta del Este, uma cidade que é super conhecida pelos Brasileiros.

Punta del Este é um balneário de luxo que ganhou fama tanto pela sua infraestrutura como com pelos visitantes ilustres. A Villa Ituzaingó foi fundada em 1829 por Don Francisco Aguilar em 1907 passou a se chamar Punta del Este. Além das praias, a cidade conta com atrativos como o cassino Conrad, noite agitada e comércio de luxo. Nós chegamos em Punta de carro, mas também é bem interessante chegar no Uruguai através de Punta e seguir para Montevidéu.

Carro que alugamos, o Tic-tac rs

Assim como em Sacramento, vários lugares estavam fechados, principalmente na região de La Barra. Fomos e voltamos, nem um gelato do Freddo conseguimos tomar, os três que tinham estavam fechados. Queríamos um lugar bacana e terminamos no Burguer King. Comemos um sanduíche que levava cebola caramelizada, um que não tem no Brasil. Podia ter mais cebola… Mas valeu a experiência, agora vamos ver os dias que as “cidades abrem” nas próximas viagens.

Porto de Punta

Visitamos o porto de Punta, cheio de barcos e iates bacanas, bem perto tem a Plazoleta Gran Bretaña que tem uma vista bem bonita do litoral. Subimos e fomos ao Farol, este não tinha como subir, só rendeu fotos mesmo. Chegando na Praya Brava, fomos conhecer o  Monumento Los Dedos, que deve ser o ponto turístico mais famosos de Punta. Também é chamado de La Mano, Dedos de Punta del Este ou Monumento ao Ahogado e foi feito pelo artista chileno Mario Irrazabál em 1982 , durante o Primeiro Encontro Internacional de Escultura Moderna ao Ar Livre de Punta del Este. Passamos na porta do complexo Conrad (Hotel e Cassino) mas nem fotos fizemos, é bem bonito e grandioso, bem como mostrava no programa do Amauri Jr (rs).

Monumento Los dedos

Completamos nosso passeio na Casa Pueblo, outro ponto turístico famoso de Punta. O artista uruguaio Carlos Paez Vilaró construiu a Casa Pueblo para ser sua casa de veraneio e atelier. Hoje funciona como Hotel, museu (paga-se entrada) e tem um café e restaurante lá dentro. Sendo MUITO sincera, não achei que vale a pena pagar para entrar, a parte do museu é pequena e muito focada em vendas de pequenos originais e reproduções. Fora que ao lado tem um espaço que você pode contemplar a vista e pôr do sol da mesma forma. Em tempo, o café é sofrível e tem um valor mínimo de consumação para pagamento em cartão de crédito. Para o turista isso é ruim. No Uruguai temos abatimento de impostos no pagamento de diárias em hotéis, aluguel de carro e em restaurantes, ao pagar em dinheiro eles não fazem este desconto.

Vista da Casa Pueblo

Talvez trocasse o passeio em Punta pela visita na Bodega Garzon que ficava bem próximo. O problema é que perdemos bastante tempo procurando os lugares abertos, isso desmotiva. Daria para fazer Punta + Gar Meu primo comentou que gostou muito da cidadezinha de Jose Ignácio, que era um vilarejo de pescadores próximo a Punta e se tornou um destino para quem quer fugir da badalação do balneário.

#viaja: Colonia del Sacramento | Uruguai

Quando programamos nossa viagem, selecionamos Punta e Colonia para conhecer. A ideia era alugar um carro e ir cada dia numa cidade, já que as distâncias não são tão longas: 132 km até Punta e 181 km até Colonia. As estradas são bem sinalizadas e boas. Pegamos um carro mais econômico já que éramos só Leo e eu, porém gasolina no Uruguai é bem cara. Para os dois trechos há a cobrança de pedágio, eles aceitam real. Existe um ônibus turístico (translado + tour + guia) que leva até as duas cidades, mas sairia mais caro para duas pessoas. Para quem está sozinho é uma boa opção.

Reparamos que ambas cidades, durante a semana, ficam muito paradas, vários lugares fechados. Punta é uma cidade muito animada no verão e Colonia deve ser interessante à noite em função dos inúmeros restaurantes. Li que nos finais de semana o movimento é maior e o comércio abre. Tentamos ir a alguns museus e procuramos alguns restaurantes pesquisados previamente e estavam fechados. Melhor buscar visitar as cidades na época de temporada ou nos finais de semana. Pelo que vimos, não tem necessidade de reservar muitos dias para as cidades, um só basta.

Como disse acima, Colonia del Sacramento lembra bastante Paraty e isso vem por conta da colonização portuguesa, a única no Uruguai. Sua fundação foi em 1680 e o centro histórico é pequeno, mas muito bem conservado e limpo. Em 1995, a cidade de Colonia del Sacramento recebeu o título de Patrimônio Cultural e Natural Mundial pela UNESCO.

Diferente de Paraty, a circulação de carros é permitida em Sacramento, mas quem dirige sempre perde os detalhes bacanas das casinhas e comércio local. Basta só parar mais perto do centro histórico, estacionamos sem dificuldade. Recomendo sapatos baixos e confortáveis para a caminhada, pois as ruas de Colonia são feitas de pedras irregulares, quem vai de salto deve sofrer bastante.

Vale a visita à Plaza Mayor, logo em frente tem o Farol que é lindo. Para subir tem que pagar. Nas redondezas da Plaza Mayor existem museus pequenos, como o Português e Municipal. Uma dica é ver o dia e horário de funcionamento para não perder viagem, ambos museus estavam fechados assim como alguns lugares que passamos durante a nossa viagem. Também vale a pena ficar esperto pois a grande parte de lojas de souvenir não aceitava cartão e vinham com aquela conversão mega desfavorável. Aproveite a proximidade e vá até a Calle del Suspiros, a rua mais antiga de Colonia. O Portón de Campo era um dos principais acessos de Colonia na época da colonização Portuguesa e é composto pela muralha de São Miguel, portões e uma ponte levadiça. Quem descer no rumo da muralha verá canhões usados na proteção da cidade.

Já do outro lado, a Plaza das Armas é menor e tem a Basílica del Santíssimo Sacramento, que é uma igreja mais simples. Perto do rio vale a visita no píer dos iates e no Teatro Bastion Del Carmèn, o ponto rende fotos bem lindas. Minha cunhada foi para Buenos Aires através de Colonia, ela fez a visita e no final da tarde pegou o barco para atravessar o rio. Durante a minha pesquisa, vi que várias locadoras de veículos tem ponto de entrega em Colonia, então dá para ir, deixar o carro, conhecer a cidade e ir para Buenos Aires.

Nós almoçamos no La Trattoria. O custo x benefício foi bom. Comemos pizza e reparei na massa que é mais grossinha e macia. Como disse no post sobre comer e beber no Uruguai, a massa não tem nada a ver com aquela massa pesada fofona do Pizza Hut, ela é incrivelmente leve e saborosa. Leo pediu pepperoni e eu fui num sabor que tinha presunto e azeitonas. Estava deliciosa. E tomamos vinho para não perder o hábito. Também tomamos um café no café Ganache. Na verdade eu tomei um cappuccino com alfajor e Leo foi de chocolate quente.

O próximo post é sobre Punta del Este <3 Para quem ainda não leu, já estão disponíveis os posts sobre Montevidéu (clica aqui!) e Comer e beber no Uruguai (clica aqui!)

#viaja: Comer e beber no Uruguai

Fizemos pesquisas sobre quais as comidas e bebidas típicas no Uruguai e fizemos buscas dos melhores lugares que em que poderíamos prová-los. Durante a pesquisa, reparei que Montevidéu não tem restaurantes de alto luxo com alta gastronomia em destaque (ou não encontramos em nossa pesquisa). A cidade fez sua fama nos Chivitos e Parrillas, que pedem mais informalidade. Mas nem sempre informalidade está relacionada com preços mais baratos, comer é caro no Uruguai. Fique atento pois os pratos são em geral grandes e dá para dividir numa boa! Em compensação, quem gosta de vinho passará muito bem e não terá dificuldade de encontrar rótulos muito bons com preços justos.

Chivito al plato – Recoleta

Quem for ao Uruguai encontrará com facilidade o chivito. Sabe aqueles sandubas estilo “tudão”? Chivito é um “tudão” com bife de carne macia passada na chapa. Geralmente leva carne de vaca, ovo frito, tomate, presunto, queijo, tomate, azeitona, maionese. Algumas versões tem outros ingredientes, ai vai de acordo com o freguês. O chivito é enorme e geralmente vem com batata frita acompanhando. Nosso primeiro chivito foi a versão “al plato” que não vem pão, mas veio a “rusa”, a salada com batata, cenoura, ovo e maionese. Como éramos inexperientes, pedimos um chivito para dois, mas a fartura de comida dava tranquilamente para 3 ou até 4 pessoas, dependendo da fome. Alguns lugares permitem que você monte o seu chivito, o que é bem interessante se você não gosta de algum ingrediente nos propostos pelo restaurante ou lanchonete. Onde comer Chivito: Recoleta (al plato), Chivitos de lo Pepe (tradicional) e Chivitos la Mole (personalizado).

Chivito – Chivitos la Mole

Não comi e fiquei na vontade: Choripan (sanduba com pão, linguiça , picles, salsa criola ou chimichurri). Reparamos que em vários lugares eles servem o Pancho, o cachorro quente mais simples: pão, salsicha tipo frankfurter, ketchup, mostarda e maionese. Comemos uma Frankfurter envolvida no pão de de forma, queijo e presunto no Facal, que é um lugar super tradicional em Montevidéu. Tipo de coisa que eu comeria sempre aqui no Brasil. O pessoal do Uruguai adora este tipo de linguiça.

A parrilla também é um prato que você encontrará por onde for no Uruguai. As carnes uruguaias são famosas e vale pelo menos experimentar um dia durante a viagem. Geralmente os locais que servem parrilla tem vários cortes em separado ou opções “tudão” que vem de tudo (carnes e embutidos – incluindo a morcilla que é um embutido feito a partir de sangue coagulado e gordura, bem diferente do que encontramos em vários estabelecimentos no Brasil, aqui eles se referem a um tipo de linguiça). A carne que comemos estava no ponto certo que Leo indicou e para acompanhar fomos de salada e vinho. A parrilla tudão geralmente vem com legumes assados na brasa sobre a grelha, junto com as carnes. Batata frita acompanha a maioria das parrillas. Onde comer parrilla: La Perdiz.

Parrilla – La Perdiz

Finitos e Milanesas são constantes nos cardápios pelo Uruguai. Os pratos são muito parecidos, a maioria leva uma salada decorativa de alface, tomate e fritas. O finito leva ovo frito por cima do bife e a carne é passada na chapa. Já a milanesa é feita com o empanado de ovo batido e farinha de pão ou panko. Boas opções para almoço. Repararam como eles adoram batata frita e ovo? Onde comer: La Pasiva (finito) e Palemo Viejo (Milanesa)

Finito – La Pasiva

É possível encontrar empanadas facilmente. Mas não comi nenhuma que fosse espetacular. Reparei que eles tem a empanada frita. Comi e achei pesada já que a massa é grossa e puxa muita gordura. Acho bacana a massa mais fina com bastante recheio. Sabores favoritos: a criolla (carne com ovo cozido) e queijo com cebola. Onde comer: Empanadas Carolina / Mercado del Puerto (frita) e Alfajores del Uruguay. Store. (assada). Existem opções nos supermercados como as medialunas (croissant), mas geralmente estão frias, dependendo do sabor não fica bom.

Empanada – Empanadas Carolina

Comemos pizza em Colonia del Sacramento, bastante honesta no La Trattoria Bar. Pizza é bem popular e a massa é mais grossinha e macia. Não tem nada a ver com aquela massa pesada fofona do pizza hut, ela é incrivelmente leve e saborosa. Em alguns lugares vocês podem encontrar a fainá, que é feita com farinha de grão de bico (harina de garbanzo), água, azeite de oliva, sal e pimenta. Eles servem junto com a pizza, como um aperitivo. Não comi mas quero fazer pois adoro grão de bico.

Pizza – La Trattoria Bar

Alfajor é facilmente encontrado. Comemos de várias marcas, a maioria comprados em supermercados. A variedade é grande e eles se concentram na cobertura de chocolate, na Argentina você encontra vários com glacê que o deixa muito doce. Eu prefiro alfajor macio, aqueles que parecem biscoito eu passo. Como é barato e depende do gosto, não indicar uma marca específica, apenas a darem preferência aos de lá, afinal o Havanna é argentino e é mais fácil de encontrar aqui. Os preferidos foram o da marca Black e o Negro da Punta Ballena. Comemos um alfajor “peladinho no café Ganache em Colonia del Sacramento. Café que é uma gracinha por sinal. O alfajor estava bom, mas esperava o alfajor com chocolate. Quem gosta de chocolate sempre espera né? rs

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Alfajor – Ganache

Em nossa primeira refeição tomamos um susto com os valores de refrigerantes, águas e sucos. São caros e isso “nos obrigou” a beber vinho todos os dias no almoço e jantar praticamente todos os dias. Pedimos vinhos de jarra, rendiam uma taça para cada um e eles eram honestos. Tentamos optar pela uva tannat, que é bem comum no Uruguai e mais difícil de encontrar normalmente no Brasil. E confesso que voltamos fãs dos vinhos de lá. Uma coisa que não tomei foi o Médio y Médio, que a mistura do vinho branco com espumante. Comprei uma garrafa no duty free e tomarei aqui. Lorena Martins do jornal O tempo disse que é muito bom, imagino que no verão deve ser a melhor pedida.

Vinho na Jarra – Recoleta

Comidinha no Hotel <3 Supermercados Frog e Disco com bons vinhos

Por fim, jantamos na nossa ultima noite em Montevidéu no restaurante La cocina de Pedro, bem perto do nosso hotel. Lembra que eu comentei que Montevidéu não tem muitos restaurantes sofisticados? Lá não é exatamente sofisticado, mas é mais chiquezinho que a maioria. O cardápio é amplo, vai de parrillas e chivitos a risotos e massas. Carta de vinhos boa, na verdade fomos numa opção mais honesta do nosso último tannat no Uruguai, Leo optou pelo H.Stagnari, uma vinícola bem conceituada. Veio um couvert com pãezinhos bem gostosos, mas nada do outro mundo.Eu comi um risoto de frutos do mar e Leo foi de ravioli. Foi uma das poucas vezes que comi frutos do mar no ponto exato. E farto o prato! A massa do Leo também estava no cozimento certinho, tudo perfeito. Não é alta gastronomia mas é uma comida muito bem feita, atendimento bom e ambiente charmoso.

Risoto – La cocina de Pedro

Ravioli – La cocina de Pedro

Faltou só comentar o passeio e almoço que fizemos na Bodega Bouza. Nele falaremos também sobre a uva tannat. Que gosta de vinho vai gostar do post <3