#viaja: Paris por Joana Borges

Convidei a minha amiga carioca Joana Borges para contar um pouco sobre Paris. Não conheço uma pessoa que ama mais esta cidade e possivelmente jogaria tudo para o alto para viver na cidade luz esta pessoa é a Jô. Toda vez que conversamos ou posta uma foto, a minha vontade cresce cada vez mais e eu tenho até medo de não voltar hahaha..

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ONDE FICAR:

Cada vez que vou à Paris, escolho um lugar diferente para ficar. Já fiquei em hotéis e já aluguei apartamentos. Hoje em dia, prefiro alugar um apartamento, pois acabo me sentindo vivendo a vida parisiense de verdade (além de ser mais em conta e permitir que você escolha aquele apê que tem o seu jeitinho!).
Sabe quando falamos que o Brasil é um enorme país com diversos países dentro dele? Sinto isso com Paris também… Acho que cada bairro é um pequeno vilarejo dentro de uma cidade que já é pequena, mas é impressionante como cada bairro tem sua atmosfera e peculiaridades. Até hoje, só me hospedei na Rive Gauche (que é como é conhecida a margem esquerda do Sena), com apenas uma exceção de quando fiquei alguns dias próxima à Gare de Lyon, pois precisava fazer uma viagem de TGV. Na próxima ida a Paris, me dividirei entre a margem esquerda e direita, ficando em bairros que ainda não fiquei até então! Mas se algum leitor do blog nunca foi à Paris e está pensando na possibilidade, não hesitaria em recomendar o 5o ou o 6o arrondissements para uma primeira estadia (respectivamente, Quartier Latin ou Saint Germain). Na minha opinião, eles são os bairros que mais têm a carinha de Paris.
Não gosto de indicar um hotel especificamente, pois tem gente que pode pagar luxos, tem gente que procura a alternativa mais em conta. Mas para aqueles que procuram uma opção “não-cara” (porque hotel em Paris nunca é barato!), indicaria o Hotel Minerve. Ele é muitíssimo bem localizado e o preço é muito bom em comparação com os demais. Não espere luxos. Apenas uma boa localização, banho quente e uma caminha aconchegante para descansar à noite.

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LUGAR IMPERDÍVEL:

Talvez eu não seja a melhor pessoa para responder esse tópico, mas tudo em Paris é imperdível para mim! Tanto é que nunca estou satisfeita e sempre quero voltar… Sempre acho que não vi tudo, que ainda tenho muito o que ver, lugares imperdíveis para descobrir… O verbo que mais combina com Paris na minha opinião é flanar (verbo que vem do francês flanêr, que significa caminhar sem rumo e sem pressa, apenas apreciando o que está à sua volta). Não tenha pressa em Paris. Fique dentro do metrô o mínimo possível. Caminhe. A cidade é pequena e dá para fazer quase tudo à pé. Bom, mas já que preciso selecionar um único lugar imperdível, diria que é a Place de la Concorde. Na minha primeira ida à Paris, eu estava curtindo a viagem, mas a flechinha ainda não tinha tocado o meu coração até eu pisar nesta praça, parar, olhar ao redor e ver que tudo nos seus 360 graus era simplesmente deslumbrante (de um lado a Église de la Madeleine, do outro, o Jardin de Tuileries, do outro, a Avenue Champs-Élysées com o Arco do Triunfo ao fundo e, por fim, o Sena e a Assemblée Nationale. E ainda dá para ver uma pontinha da Torre Eiffel. Siplesmente magnífico!
Outro lugar fantástico é o topo do Centre Pompidou. Mesmo para aqueles que não gostam de museu, ele te dá a opção de pagar apenas um pequeno valor para subir até o topo. É uma visita imperdível também.

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COMER:

Sempre que vou à Paris, quero fazer o máximo de coisas possível, por isso, acabo procurando restaurantes B&B (bons e baratos). Nunca fui num restaurante caro em Paris, até porque a comida lá é maravilhosa, independente do lugar que você vá. Sempre opto pela “formule” que é uma combinação de entrada + prato principal + sobremesa por um preço fixo. A média de preços de uma formule num restaurante mediano é entre 16 e 20 euros no horário de almoço. À noite, os restaurantes são mais caros, por isso, sempre opto por comprar uma baguette com queijos, presunto de parma e um vinho para comer no hotel/apartamento. Esse jantar sai baratíssimo (menos de 15 euros) e é delicioso!
Dois “pé-sujos” que não posso deixar de indicar são o L’As du Fallafel que fica na Rue de Rosiers no Marais e o P’tit Grec na Rue de Mouffetard. O primeiro é uma comida tipicamente judaica. Custa 6 euros aproximadamente e você pode ir andando e se deliciando com ele pelas ruas do bairro, que são divinas! O segundo é uma creperia na rua mais charmosa do Quartier Latin. O crepe custa 5 euros e o passeio também é imperdível. E para quem não dispensa uma pizza, a mais maravilhosa da minha vida, também comi em Paris. O nome do restaurante é Pizzeria Balilli e fica pertíssimo do Palais de Tokyo (onde tem uma coleção permanente de arte moderna que é acessível de forma gratuita). Perfeito combo expo + pizza! Essa dica não é tão barata… A pizza sai em torno de 20 euros, mas cada centavo vale a pena.

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SPECIAL TIP:

É tão difícil achar uma dica que não li em lugar nenhum, porque o que mais faço é ler sobre Paris… E acho que tudo o que aprendi sobre a cidade foi lendo e depois criando as minhas próprias percepções sobre os lugares. Mas, tenho algumas “special tips” sobre a cidade para dividir com os leitores do blog.
Confesso que fiquei deslumbrada quando estive no Parque Buttes Chaumont. Ele não é turístico porque está um pouco mais distante do centro de Paris, mas pode ser acessado facilmente através do metrô. Fica ao norte, no 19o arrondissement. Ele tem um ponto mais alto, no centro do parque, de onde se pode ter uma vista maravilhosa da cidade. Além disso, dentro dele está o Rosa Bonheur, um bar super famosinho frequentado apenas por parisienses. Perfeito para uma taça (ou “un verre” como eles dizem!).
Outra dica é para aquelas que enlouquecem com produtos de cabelo! Para estas, vale a visita à Rue Faubourg Saint-Denis (metrô Strasbourg-Saint-Denis). Ela fica no 10o arrondissement (que pode parecer esquisito se comparado com o resto da cidade pela quantidade de imigrantes, mas garanto que é seguro), e a oferta de produtos para cabelos (aqueles que pagamos fortunas aqui no Brasil) é incrível! A variedade e preços valem muito a pena!
E, por último, indico o rooftop do Institute du Monde Arabe. Ele é pouco citado nos guias, mas oferece uma vista da incrível da Notre-Dame de Paris. Pode dar um pulo lá sem medo de se arrepender!

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Obrigada Jô! Olha, é tão bom quando a gente consegue dicas boas fora das já manjadas. Até mesmo para quem nunca foi a Paris, em uma semana você pode catar uma e outra sugestão e adaptar o seu roteiro para que ele fique a sua cara!

Fez uma viagem incrivel e voltou cheio de dicas? Me manda um email? contato@srtasenhorita.com. Quero viajar pelo mundo com pessoas que nem eu e você! <3

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Testei: Lápis de olhos da Maybelline

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Eu tive uma experiência no passado com um lápis da Maybelline. Foi péssima, ele era tão duro… Ele saiu de linha e agora a opção é a linha Color Show que se mostrou bem digna. Lápis de olho para mim tem que primeiramente ser macio, logo de cara estes se mostraram bem eficientes. Depois tem que ser pigmentado. São bastante, ainda bem! Faltava uma opção nacional e que fosse mais fácil de encontrar…

Mas se você quer um lápis a prova d´água, não é este que você vai se jogar. Este lápis é bom para delinear, esfumar, mas nada de passar na linha d´água, vai borrar tudo. O valor sugerido é de R$13,90 e são 12 cores. Possivelmente vocês encontrarão em lojas de departamento, cosméticos, lojas online e nos quiosques da Maybelline (que tem testers!).

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Visita Ostentação (e um tanto de aprendizado!)

Bom, uns dia atrás eu fui a um evento na Mares, uma loja que tem aqui e em São Paulo. Ela reúne marcas nacionais e importadas. Apesar de ser uma loja antiga em BH, meu atrevimento peculiar não era suficiente para entrar na mesma. Quem nunca sentiu aquele medo de além de não poder comprar, de não ser atendida, de tomar tanto susto e vergonha ao desmaiar na primeira etiqueta daquele vestido tão bonito…

Pois bem, recebi o convite pelo Phillip Martins, que cuida do marketing da loja. O evento contava com a presença da bonita Helena Bordon. Não tenho aquele perfil de tietar todo mundo, mas quero conhecer pessoas que de uma certa forma admiro. Queria conhecer a Mares, queria ver de perto a dona Helena. Confirmei, arrumei e fui.

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Sobre Bordon: uma moça bonita, bem cuidada, extremamente educada e atenciosa. Ela é uma boa anfitriã, sempre sorrindo. Apesar do luxo, contatos e babações de ovo que a cercam, o pezinho dela é bem no chão. Nos meus cinco anos de blog, já vi e vivi cada coisa. Me deu até vergonha de mim, de possíveis condutas equivocadas e má impressões que já passei.

Passada a fase curiosidade, adentrei nas salas. Logo de cara eu encontrei Dolce & Gabanna e Tom Ford. Nossa, que emoção, eu toquei, tirei da arara, olhei detalhes, acabamentos. Migrei para Valentino, Alaia, Balmain, Pucci… Tantas e tantas marcas que são tão comuns em revistas. Na minha viagem ao Rio, eu entrei na Red Valentino, mas nada como foi aquela tarde…

Lá ninguém me incomodou. Pude verificar até a gravação do ziper em determinadas peças, o viés de seda em vestidos que eram tão básicos que eu iria a padaria com eles apenas pela simplória aparência. O overloque (um tipo de costura que é muito comum em roupas de malha) feito com linhas que me pareciam seda, super certinho. Botões tão bem pregados que não sairiam nem se eu puxasse com toda a minha força (sim, eu puxei).

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Não tive a ousadia de vestir. Foi apenas a etapa que faltava. Saber se aquelas roupas maravilhosas ficariam boas num corpo normal, mas fica para a próxima! Acho que estarei mais a vontade ou com mais cara de pau, afinal uma pessoa que puxa botões de uma peça que custaria um dos seus dois rins deve ser louca ou gostar do perigo.

Sabe aquela história que a gente tem que conhecer o bom para reconhecer o ruim? É bem por ai. Por mais que aquelas peças não estivessem no meu orçamento, hoje eu sei porque uma camisa de seda do Valentino custa muito mais caro que aquelas de “seda” das lojas de departamento. Camisa de seda mesmo, branca, clássica, com vontade de morar aqui no meu armário. Com botões gravados, acabamento perfeito e o toque mais gostoso de seda que senti.

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Conheci a um pouco de perfeição e se não posso tê-la, pelo menos agora eu terei parâmetros mais firmes. Saberei se vale a pena investir numa camisa de uma marca nacional cara ou se é melhor ficar nas de crepe de seda sintéticas das lojas de departamento. Depois do que vi, desculpaê sinceridade, mas tem muita loja vendendo gato por lebre. Há quem pague. Eu não!

Obrigada Phillip pelo convite, você não sabe como foi realmente legal a experiência.

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