Na semana passada, a Dani do blog Eu não sou modelo postou no instagram uma pergunta bem bacana, ela listou várias tendências que já estão super saturadas mas que a gente não consegue parar de comprar. Ai eu parei e pensei, poxa, realmente, tem algumas coisas que compramos e quando abre o armário, tá cheio daquilo que acabamos de comprar (e rola aquele sentimento de frustração total, pela falta de controle e consciência).
Bom, eu preparei uma lista de coisas que tô já cansada de comprar e ver nas vitrines, revistas e blogs, algumas a Dani colocou, mas senti falta de uns itens:
A primeira é a caveira. Eu adoro, lembro que a primeira coisa que comprei foi um anel, dai em diante várias caveiras passaram no meu guarda roupa e até hoje eu acho elas fofas, mas de tanto ver tô cansada. E a calça estampada? Nossa, esta que foi elemento de discórdia, li tanto que as brasileiras deveriam evitar por conta do biotipo (quadril e bumbum farto + coxa grossa), mas a danada pegou e prolifera tipo coelho, muda um pouco a estampa, mas acho que veio para ficar realmente…
As camisas de seda eram difíceis de encontrar camisa bacana, ainda mais de tecido mais fino. Que elas ficam mais elegantes que uma camiseta de malha, isso ninguém tem dúvida, mas elas tomaram um espaço e sinto que as vezes não estão adequadas ao momento nem a idade (vi menina de uns 12 anos com uma, achei que envelheceu…). Depois das de seda lisa, vieram as estampadas e para baratear, o sintético tomou conta e esquenta bastante, fica totalmente inadequado ao nosso clima.
A oncinha é outro caso de amor. Tenho tanta coisa de onça e a estampa ainda me fascina. Teve uma ligueira queda por conta de outros bichos (tigre, zebra e cobra), mas ela tá ai, firme e forte. Tem onça bonita, tem onça feia, com pelinho, miuda, é tanta onça que se bobear, saimos fantasiadas, o que não é legal. Uma que tacou pedra na oncinha foi a Gloria Kalil em seu site Chic, mas apareceu na mesma semana com a estampa em seu quadro no Fantástico. Pois é né? rs
As tachas estão em todos os lugares. Das roupas aos sapatos, da mulher a menininha. Tem horas que elas ficam demais em determinadas peças comprometendo o caimento, ai você veste e a roupa fica toda torta por conta do peso que o metal faz. Mas o desespero para ter mais uma roupa com spikes porque a fulana de tal tá usando que você pula a etapa de pensar e já gileta o cartão sem dó.
O blazer colorido, eu achei que já tinha sumido… Que nada, as lojas de departamento estão cheias deles, de todas as cores, com modelos variados. É legal, mas já vi menina com tanto blazer colorido e com cores que não favorecem em nada o tom de pele e cabelos que o que seria uma terceira peça eficiente vira uma arma contra você. Nem vou estender a modelagem, só lembrem como o Didi Mocó fica com os blazers grandes e bizarros dele…
Por fim, os sapatos. O sneaker e as sandálias gladiadoras tipo Alaia viraram uniforme das fashionistas. Umas dizem que o sneaker é super confortável, seria a nova sapatilha de salto e investem e vários modelos. Ai usam em produções super estranhas e mais parecem personagens de série dos anos 80 (junta neon, caveira, tacha, uma mistureba louca). Já a gladiadora da Alaia é super sexy e ganhou variações de outras marcas também, mas é o tipo de sapato que não cabe em qualquer mulher e tem uma restrição de uso e cuidado com a produção. Tô vendo muita mulher de gladiadora que pensa que tá sexy mas tá mais para funcionária da boate da novela Salve Jorge, bem vulgar mesmo.
Acho super legal quando uma peça que a gente ama de verdade entra como queridinha nas tendências, isso facilita de montão, pois dá para comprar itens de qualidade. E é nisso que todo mundo tem que pesar. Agora, se é uma modinha, qualidade fica em segundo plano, o preço conta mais. Mas o ideal é conhecer o próprio estilo, saber o que realmente precisa para evitar excessos, mesmo que eles sejam super tentadores e assim, evitar aquela frase que todo mundo já disse: por que eu comprei isso?
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