consultoria de estilo

Look para copiar: 05 de abril de 2012

Este vestido, seu eu pudesse, se meu quadril e censura permitissem… eu usaria super fácil! Como a saia lápis fica mais justa, marca mais quem tem quadril largo além do volume do peplum (este babado) que também arma e dá mais foco a parte de baixo. Mas e se vestir e se sentir feliz? Poxa, ai tem que usar, adaptar na cor (escura que camufla), no sapato que poderia ser um nude para alongar, “trucar” com um acessório de impacto… Regras são boas, mas de vez em quando dá para passar a perna e ser feliz com as nossas exuberâncias ou ausências…

 

Imagem Oqvestir

Lado A e lado B do estilo de cada um…

No dia que eu fui a coleção da Carina Duek para C&A, eu corri o olho na coleção da Carina mesmo. Nossa, foi amor demais. Ai eu fiz aquela seleção básica, ia até postar no blog, mas resolvi falar um pouco mais daquela história do estilo, de encontrar sua família de marcas e ser feliz com cada vez menos, mas que este menos seja você intensamente.

Quando a gente faz uma consultoria, é muito raro uma pessoa ter um estilo estabelecido tal e qual lemos nos livros. A maioria das mulheres mescla estilos o que é super natural, não tem que rolar crise de identidade porque você gosta de uma roupa mais sexy para sair e no dia a dia seu estilo é mais esportivo.

Ai eu separei as imagens do lookbook em dois grupos: lado A e lado B. Com o tempo, conhecendo o meu corpo, vi que usar saia mais rodada é a melhor alternativa além de deixar o look mais arrumado, mas me incomoda um pouco a doçura que fica. E ao mesmo tempo, adoro as calças skinny, pantalona e flare, no dia a dia não tem nada melhor, assim como as jaquetas de couro e as mais rebuscadas… Seria então um romântico-clássico-esportivo? Talvez e sem problemas.

Depois de reconhecer o meu estilo plural, pensei nas marcas que fazem parte do universo: Carina Duek (dãaaan), Maria Bonita Extra, Farm, Oscar de la Renta, Jardin, Valentino, Maria Filó, Tibi, Animale, Coven, Kate Spade, Faven, Le Lis Blanc e algumas lojas de departamento como a Zara e C&A. Isso numa “lembrada” rápida do que tenho no meu armário e em referências visuais que guardo com carinho. Daí já dá para tirar o meu estilo e facilita até mesmo quando vou comprar, afinal, de que adianta entrar numa Espaço Fashion ou na Bo.bô que tem uma pegada mais jovem e sexy se é raro usar algo super curto?

O grande problema é quando a gente separa as roupas e limita o seu uso. Falei aqui no srta sobre a história de roupa de trabalho, de sair de ficar,  em casa, mas o fato é que muita gente tem dificuldade nisso até mesmo porque as roupas também passam uma mensagem não verbal no primeiro impacto. É historia da saia rodada ter um perfil mais romântico e não ser a melhor opção para uma reunião de negócios. Será? Se colocar um blazer com camisa de seda atenua isso e ainda dá um ar sofisticado e seguro, mas só dá para ver se funciona se vestir, se testar.

Ontem, quando eu montei o post vi que varias roupas da Carina conversavam entre si, que não tinha esta limitação boba, pode ter um perfil (ou lado!), mas nada impede que elas se misturem. Muito porque ela mescla modelagens com materiais não esperados, une cores vivas com estampas e usa os básicos com uma cara nova, quando uma camiseta de malha com silk seria interessante com uma saia longa de paetê? Ou que onça pode muito bem ser linda com rosa pink num vestido com modelagem mais reta. Não tem nada de perua nem Barbie-Pat-girl. 

 

Me deu vontade de misturar mais ainda este lookbook, foi o que fiz ai em baixo. Peguei casaco que estava com saia e coloquei com calça, joguei os tricots que estavam com calça de couro e alfaiataria e coloquei com saia… só não mexi mais por falta de tempo. É mais cômodo pegar pronto, foi o mesmo caso da coleção da Isabella Giobbi para C&A, enquanto só existiam fotos de desfile e catalogo, tudo era lindo, as fotos das roupas avulsas deixaram muita gente desanimada, pois faltava o tchan, a produção. Então o jeito é brincar de boneca de verdade, vale a pena tentar. Com as novas tecnologias, dá para montar um album de fotos e criar umas outras estratégias (fica para um próximo post!).

Vai que você lembra de roupas que tem e sai ai (mais) linda

com todo aquele estilo que é só seu?!

imagens Carina Duek

 

O que a gente não aguenta mais e continua comprando…

Na semana passada, a Dani do blog Eu não sou modelo postou no instagram uma pergunta bem bacana, ela listou várias tendências que já estão super saturadas mas que a gente não consegue parar de comprar. Ai eu parei e pensei, poxa, realmente, tem algumas coisas que compramos e quando abre o armário, tá cheio daquilo que acabamos de comprar (e rola aquele sentimento de frustração total, pela falta de controle e consciência).

Bom, eu preparei uma lista de coisas que tô já cansada de comprar e ver nas vitrines, revistas e blogs, algumas a Dani colocou, mas senti falta de uns itens:

A primeira é a caveira. Eu adoro, lembro que a primeira coisa que comprei foi um anel, dai em diante várias caveiras passaram no meu guarda roupa e até hoje eu acho elas fofas, mas de tanto ver tô cansada. E a calça estampada? Nossa, esta que foi elemento de discórdia, li tanto que as brasileiras deveriam evitar por conta do biotipo (quadril e bumbum farto + coxa grossa), mas a danada pegou e prolifera tipo coelho, muda um pouco a estampa, mas acho que veio para ficar realmente…

As camisas de seda eram difíceis de encontrar camisa bacana, ainda mais de tecido mais fino. Que elas ficam mais elegantes que uma camiseta de malha, isso ninguém tem dúvida, mas elas tomaram um espaço e sinto que as vezes não estão adequadas ao momento nem a idade (vi menina de uns 12 anos com uma, achei que envelheceu…). Depois das de seda lisa, vieram as estampadas e para baratear, o sintético tomou conta e esquenta bastante, fica totalmente inadequado ao nosso clima.

A oncinha é outro caso de amor. Tenho tanta coisa de onça e a estampa ainda me fascina. Teve uma ligueira queda por conta de outros bichos (tigre, zebra e cobra), mas ela tá ai, firme e forte. Tem onça bonita, tem onça feia, com pelinho, miuda, é tanta onça que se bobear, saimos fantasiadas, o que não é legal. Uma que tacou pedra na oncinha foi a Gloria Kalil em seu site Chic, mas apareceu na mesma semana com a estampa em seu quadro no Fantástico.  Pois é né? rs

 As tachas estão em todos os lugares. Das roupas aos sapatos, da mulher a menininha. Tem horas que elas ficam demais em determinadas peças comprometendo o caimento, ai você veste e a roupa fica toda torta por conta do peso que o metal faz. Mas o desespero para ter mais uma roupa com spikes porque a fulana de tal tá usando que você pula a etapa de pensar e já gileta o cartão sem dó.

O blazer colorido, eu achei que já tinha sumido… Que nada, as lojas de departamento estão cheias deles, de todas as cores, com modelos variados. É legal, mas já vi menina com tanto blazer colorido e com cores que não favorecem em nada o tom de pele e cabelos que o que seria uma terceira peça eficiente vira uma arma contra você. Nem vou estender a modelagem, só lembrem como o Didi Mocó fica com os blazers grandes e bizarros dele…

Por fim, os sapatos. O sneaker e as sandálias gladiadoras tipo Alaia viraram uniforme das fashionistas. Umas dizem que o sneaker é super confortável, seria a nova sapatilha de salto e investem e vários modelos. Ai usam em produções super estranhas e mais parecem personagens de série dos anos 80 (junta neon, caveira, tacha, uma mistureba louca). Já a gladiadora da Alaia é super sexy e ganhou variações de outras marcas também, mas é o tipo de sapato que não cabe em qualquer mulher e tem uma restrição de uso e cuidado com a produção. Tô vendo muita mulher de gladiadora que pensa que tá sexy mas tá mais para funcionária da boate da novela Salve Jorge, bem vulgar mesmo.

Acho super legal quando uma peça que a gente ama de verdade entra como queridinha nas tendências, isso facilita de montão, pois dá para comprar itens de qualidade. E é nisso que todo mundo tem que pesar. Agora, se é uma modinha, qualidade fica em segundo plano, o preço conta mais. Mas o ideal é conhecer o próprio estilo, saber o que realmente precisa para evitar excessos, mesmo que eles sejam super tentadores e assim, evitar aquela frase que todo mundo já disse: por que eu comprei isso?

Look para copiar: 06 de março de 2013

Hoje quem está aqui é a atriz Mariana Rios. Ela gosta de moda, é bem bacana quando a pessoa tem interesse, a gente nota que não foi um look produzido por um stylist, tem uma coerência, desde o look para ir a academia até aquele para aquela festa incrível. Mariana tá com tudo em cima, magra e com um corpo bem proporcional. Só que o look tem informações bacanas para quem está acima do peso ou tem uma desproporção.

A primeira são as cores, o preto e branco. Quando temos um volume a esconder, vale a pena investir em tons escuros, preto é bom nisso. E se quer ressaltar o que tem de bom, invista em cores, o branco é uma opção boa pois vai com vários tons. Para dar um equilíbrio, aposte nesta dupla. E a outra é a calça flare, ela disfarça quadril largo, cria curvas em quem não tem e com salto alonga sem parecer perna de pau. Fica feminino e discreto.