#belorizontices: Burger´s Club

Eu fiz esta resenha, agendei e o wordpress simplesmente não a publicou. Enfim, está em tempo ainda. O Burger´s Club foi recomendado por um amigo do Leo e fomos lá conhecer. Lá segue a linha dos hambúrgueres gourmet que se espalharam pela cidade. O BC começou as atividades em 2013, antes do boom, o que o faz um lugar mais tradicional.

O ambiente tem decoração simples, com posters de grandes nomes da música (em especial o rock) que também inspiram os sanduíches também. Achamos o local escuro e caberia uma reforma, mas ok. Cada um escolheu seu sanduíche que vinha batata tipo chips, algumas estavam meio molengas. Não acho que este tipo de batata combina com sanduíche, prefiro a batata palito mesmo (mas isso é gosto).

Eu fui de Nina Simone (foto acima), um sanduíche que me pareceu menor pela descrição: Pão australiano, burguer artesanal de picanha 200 g, cebola caramelizada e queijo cheddar. Pude escolher o molho e o sal da batata. Peguei o picante mas achei que ele estava meio estranho e o sal foi o de ervas. O sanduíche é gostoso, pão australiano e cebola caramelizada é uma dupla que eu aprecio mundo. Como era de se esperar, eu deixei bastante batata. Não sei porque estes sanduíches são tão grandes, poderiam ser menores até mesmo para nos incentivar a comer a sobremesa.

Burguer Bob Marley

Leo foi de Bob Marley: Pão australiano, bacon, burguer artesanal, queijo cheddar, crispy onions, alface e tomate. Acompanha batata frita. O dele era maior que o  meu, mas tinha crispy onions que eu adoro (cebola tostadinha). Ele colocou uma observação legal: “cebola crispy com bacon e cheddar é uma combinação excelente”. Realmente é e o cheddar deles estava gostoso, sem um gostinho de plástico que é comum ao cheddar de baixa qualidade. Ele comentou que o sanduíche é muito grande e fica ruim de comer. É bem comum oferecer garfo e faca para comer sanduíche nestas hamburguerias gourmet, mas nem com talher funciona já que o sanduíche desmonta ao partir. Fora que é meio estranho, sanduíche é para comer com a mão, pegando todas as camadas numa dentada. Se foge deste sentido fica mais próximo de uma refeição mais longa.

“John Montagu, o 4º Conde de Sandwich, foi um aristocrata que tinha uma enorme paixão por jogos de cartas. E era tanto seu gosto para estes jogos, que ele se recusava a fazer as devidas interrupções para comer pelo que os seus servos lhe levavam a comida entre duas fatias de pão afim de que ele se pudesse ir alimentando sem ter que parar de jogar.” A origem das coisas (link)

Thiago escolheu o generoso B.B. King: Pão de batata, 2 burgers, 2 fatias de queijo e bacon. Acompanha batata frita. É o único no cardápio que tem duas carnes e isso o deixa gigante. Não sei como Thiago deu conta de comer, eu experimentei e estava muito bom também. A carne dos três estava bem temperada e no ponto que pedimos (ponto/bem passado) e o pão fresco, não esfarinhava.

Param quem está com fome, procura uma hamburgueria legal, eu indico lá. A minha sugestão é dar a oportunidade da pessoa escolher o tipo da batata e se tivesse uma carne menor seria bom, nem todo mundo quer comer para morrer e por incrível que pareça, qualquer 50 gramas faz diferença já que a digestão de proteína é muito mais difícil que carboidrato. Para quem quer comer em casa, tem o BC no Pedidos Já.

Burguer B.B. King

Categoria: lanche, hamburgueria, raio gourmetizador, delivery

Ponto Forte: qualidade do sanduíche

Ponto Fraco: só ter batata chips

Gasto Médio: R$40,00 por pessoa com refrigerante

Onde fica:

R. Major Lopes, 62 – São Pedro, Belo Horizonte

Telefone (31) 2551-4601

Dia dos namorados: Para quem vai comemorar em casa

Leo e eu definimos que vamos comemorar em casa o nosso dia dos namorados. E sei que muita gente tá com este plano, já que segunda feira complica né? E também economiza dependendo da exigência do casal, dá para fazer um jantarzinho com baixo custo e super rápido. No meu caso, eu penso que este dia é para ficar junto, então prefiro comidinhas pré prontas fáceis de fazer. E nós gostamos de cozinhar, ai fica melhor ainda! Preparei uma lista de locais que podem ajudar vocês (e eu) nesta tarefa de montar um jantarzinho romântico super delícia!

  • NÉCTAR DO CERRADO: lá no Nectar você encontrará um queijo incrível para degustar com vinho ou cerveja. E tem muita produção de Minas que são difíceis de encontrar. Dá para comprar a peça inteira ou meia e além dos queijos, lá tem outros produtos locais como doces e geleias. R. Ouro Fino, 452 (dentro do Mercado Distrital do Cruzeiro – não se esqueça de pedir a validação do ticket do estacionamento).
  • CUM PANIO: se eu quero um pão muito especial eu vou lá na Cum Panio. Eles tem pães artesanais que vão desde o tradicional a um pão mais elaborao ou até mais raro. Leo e eu adoramos pão e sempre comemos com vinho, ai ele vai de azeite e eu de manteiga. R. do Ouro, 292 – Serra.
  • IL CANTO: as massas do Il Canto são especiais, pois tem recheios diferentes e a massa propriamente é deliciosa, bem feita.  Ai dá para pegar só a massa ou então sair com o molho também. Pelo insta deles vi que tem Ravioli de pato trufado, sorrentine de queijo e manjericão, Ravioli de camarão, cream cheese e tomilho, Ravioli de gorgonzola e mirtilos. Rua Quintiliano Silva, 118 – Santo Antônio
  • J´ADORE: Para quem quer um menu completo, recomendo a J´Adore. Ai é só finalizar o prato, bem simples. O menu para duas pessoas custa 140 reais conta com entrada, prato principal e sobremesa. Separei umas opções do menu: entrada – cappucino de champignons com grissinis e foccacia de alecrim e sal grosso ou creme de brocolis com creme de leite e grissinis e foccacia de salaminho, prato principal – Tiras de file ao funghi em base de risoto de açafrão com crosta crocante de ervas ou Risoto de alcachofras e queijo ou souffle romano de camarões com molho abobora perfumada ao gengibre ou souflle romano de alho poro com molho de abobora ao gengibre e sobremesa – Torta de limão com mousse de chocolate branco com frutas secas caramelizadas e calda de frutas vermelhas ou Torta de palha italiana cremosa. R. Francisco Braga, 63 – Estrela Dalva, telefone: (31) 2527-0415
  • PRIMO PASTIFÍCIO: Bom, as massas do Primo são boas, a loja sempre está recheada e eu já comprei umas 3x. Não é nada do outro mundo mas quebra o galho. Vi pelo instagram que eles estão com massas especiais para o dia dos namorados, em formato de coração, coloridinhas, acho que vale muito a pena para quem quer algo mais fofinho. Inclusive no site tem uns combos bem legais. Aqui em BH tem loja deles na rua Alagoas, na Savassi. https://www.pastificioprimo.com.br/categoria-produto/dia-dos-namorados/
  • CASA DO PORTO: Quem gosta de vinho deve dar um pulo lá para definir o que escolher depois do cardápio definido. O pessoal lá ajudará na combinação comidinha + melhor vinho. E já dando a dica: ao lado funciona o Merci Bar à Vin, dá para comprar o vinho e lanchar as delicias que eles servem. Rua Felipe dos Santos 451.
  • MESTRE CERVEJEIRO: a franquia tem uma diversidade de cervejas especiais. Eu tive a minha fase de cervejas e agora tô mais no vinho, mas fiquei surpresa e já comprei alguns rotulos dificeis como a Leopoldina IPA que pertence a casa Valduga. Para encontrar uma loja mais próxima, entre no site deles www.mestre-cervejeiro.com
  • VERDEMAR: Geralmente resolvemos a nossa vida no Verdemar, lá tem tudo! Desde as bebidas (vinhos e cervejas artesanais variadas! Sabe uma coisa que sempre compramos? A lasanha bolonhesa que eles fazem! É bem gostosa, valor bem honesto e atende quem tem um paladar mais tradicional. É só procurar na parte de congelados, levar, assar e servir num prato bem bonito.
  • O ATÊLIE BH: O insta @oateliebh tem palhas italiana gourmet muito boas e pão de mel super recheado. A produção é toda artesanal, Duda cuida com muito carinho de tudo! E fez corações recheados de brigadeiro gourmet para quem quer um presente bem docinho <3. Recomento que encomende com antecedência para não ficar sem. https://www.instagram.com/oateliebh/
  • FANY BOMBONS: a torta de chocolate da Fany é super conhecida em BH. Quem é chocólatra certamente já comeu! O pessoal preparou produtos para o dia dos namorados com muito coração no formato. Recebi deles a torta coração de chocolate. Simplesmente a torta de chocolate em um coração de chocolate! Pode ser tanto presente como sobremesa. Assim como O Ateliê, vale a pena encomendar, a produção da Fany é artesanal e tudo acaba muito rápido nas lojas.
  • BROWNIE BOUTIQUE: os brownies da Marina são sensacionais. Desta vez ela ampliou para atender a demanda de presentes também. Corações de chocolate recheados para comer de colher (destaco o sabor Red Velvet, quero provar), caixas com brownie e espumante ou com cerveja artesanal. Eu encomendaria o cração para comer junto de sobremesa. Telefone para encomendar: ( 3 1 ) 9 9 1 3 0 – 8 3 7 3

#belorizontices: Badejo (+reflexão sobre crítica)

O blog foi por conta própria.

Badejo é um restaurante já tradicional em BH. Local clássico para quem quer comer peixe, sendo mais específica: moqueca capixaba. É muito comum encontrar a moqueca baiana por ai, a capixaba é mais leve por não levar azeite de dendê, leite de coco e condimentos mais fortes como a pimenta. No Espirito Santo a moqueca é feita na panela de barro que deixa um sabor peculiar, eu gosto bastante. O pirão e arroz também são feitos na panela de barro, o arroz é bom de observar a diferença já que não tem tanto tempero. Não sei qual é a melhor, tanto a baiana como a capixaba são moquecas deliciosas e valorizam muito o peixe se bem feitas.

Fui ao Badejo algumas vezes, sempre com meus pais. Minha mãe cozinha bem e ela é muito atenta quando come fora de casa para captar e reproduzir alguns pratos ou detalhes em casa. Na nossa penúltima visita ao Badejo, pedimos uma moqueca de peixe com camarão, demorou pra chuchu e quando chegou o peixe estava borrachudo. Geralmente isso acontece quando o peixe é submetido a altas temperaturas. O corte estava esquisitão: quadrado! Nunca vi isso na minha vida.

Eu comentei com mami e ela teve a mesma impressão que eu. Pensei em reportar isso ao garçom mas sendo bem sincera, eu me sinto desconfortável de falar quando algo não está legal. Já reclamei algumas vezes e na grande maioria vi que existe uma má vontade e um enorme descrédito na reclamação. Uma carne com ponto errado, massa muito cozida, ausência de ingredientes-chave, demora, comida fria… Ninguém gosta de levar chamada, bronca, dedo na ferida. Tem que saber reclamar e saber receber a reclamação, a linguagem correta é essencial como um tempero bem dosado.

Por me sentir desconfortável eu não falo nada, apenas se for algo muito gritante. Aqui no Srta eu uso o espaço para comentar certos pontos que me incomodaram, tento fazer da forma mais delicada. Muita gente comenta que para fazer uma crítica é preciso visitar o restaurante algumas vezes. Nem sempre temos esta oportunidade ou queremos. Raros são aqueles que querem pagar para ver se o chef teve um mau dia ou se é ruindade mesmo. A oportunidade muitas vezes é única.

Recebo convites para ir a restaurantes, bares, cafés. É ótimo, muitas vezes é a oportunidade de conversar com o dono, chef, pessoal do serviço, ir até a cozinha… Demonstra também que as pessoas acompanham as minhas postagens e elas tem alguma valia. Mas também tem um lado mais tenso que é de falar coisas que as vezes não dão certo, que não ficaram tão boas ou simplesmente porque é ruim.

Tô tentando achar uma fórmula ideal, lendo livros, pesquisando textos de críticos, cozinhando e vendo videos de preparo. Estudo, muita hora bunda para entender e ter a humildade de perguntar e buscar no google sempre que necessário. Os textos mudaram desde o inicio da tag, estão mais cuidadosos. Decidi que vou sinalizar as postagens que vou por minha conta e convites, tanto nos textos do blog como no instagram… Mais honesto né?

Não sou e nem pretendo ser crítica de gastronomia, prefiro dizer que é uma análise. Quero passar as experiências que tenho de forma mais completa, verdadeira e rica. Sem paixões, sem compromissos com restaurantes, assessorias ou amizades. Apesar do blog não ser mais o meu trabalho, levo com seriedade pois entendo que é o trabalho de muita gente e estes não merecem que uns poucos sujem o puleiro da galera.

Seria bem mais simples falar bem de tudo, mostrar tudo, ir em todos os eventos e dizer que aquilo tudo é uma maravilha. Tem gente que faz isso, não julgo, mas ficaria puta da vida (desculpa) de ir num lugar que um influenciador indicou e ter uma experiência sofrível. Vejo que a webgastronomia está num ritmo muito parecido com o da moda uns anos atrás, vendendo sua verdade por muito pouco. Cada um fazendo o seu, com seu público e consciência. Confesso que já dei as minhas derrapadas, me arrependo de uns textos e fotos que publiquei, mas tô mais certa que o melhor é tratar da verdade com suavidade, educação e respeito ao trabalho de quem batalha para trazer o melhor de si para a nossa mesa. Acredito que alguns ficarão zangados comigo, mas quem me acompanha merece todo meu respeito também.

Voltando ao Badejo. Meu pai nos convidou para ir ao Badejo novamente, ele não achou nada de anormal no peixe. O paladar dele não é confiável. Depois daquela experiência, eu não queria voltar lá. Mas nem eu e nem minha mãe queríamos cozinhar e fomos. É bem raro dar uma segunda oportunidade quando acontece algo muito grave. E foi bom, o peixe estava na normalidade. Quadrado, mas na normalidade. O sabor estava impecável, com um nível aceitável de coentro e cebolinha. O pirão bem lisinho, sem bolotas de farinha de mandioca, vontade de comer pirão + arroz + pimenta. O pirão é feito com o caldo da moqueca + farinha de mandioca, o preparo requer certa paciência para não empelotar. Ah, comidas de molho ou cremosinhas pedem pimenta, vale experimentar com pimenta mesmo, molho costuma ser azedo. E a pimenta lá é boa, cuidado.

Badejo faz umas promoções sempre, recebemos pelo telefone. Da ultima vez pagamos 79 reais na moqueca de peixe com camarão que serviu 3 pessoas. A conta deu 105 reais com bebidas não alcoólicas. Comemos bem, sobrou arroz e um pouco de pirão pois optarmos por comer mais peixe e camarão puro. Recentemente saiu uma matéria sobre restaurantes e promoções, acho válido assim como abrir na hora do almoço, rever um cardápio muito extenso que depende de uma despensa muito grande e onerosa, pegar leve com o raio gourmetizador, usar produtos locais e sazonais… Muitas casas fecharam em BH, ultimamente vejo que os valores aumentaram consideravelmente e os salões cada vez mais vazios. Eu reduzi minhas saídas, como cada vez mais em casa e sei de várias pessoas que estão no mesmo embalo. Hora de rever para sobreviver

Blog Sim, Senhorita | Belorizontices | Belo Horizonte | Camila Gomes | Badejo

Categoria: almoço, jantar, peixes e frutos do mar, comida capixaba, comida típica

Ponto Forte: Moqueca de peixe e camarão

Ponto Fraco: Comemos um bolinho de bacalhau e achamos pequeno apesar de bastante gostoso.

Gasto Médio: R$40,00 sem bebida alcoólica

Onde fica:

Rua Rio Grande do Norte 836 Savassi

Tel (31) 3261 2023

Confirme os dias e horários deles pelo facebook.

#belorizontices: Borracharia Gastrobar

O blog foi por conta própria.

Fui pela primeira vez na Borracharia uns 3 anos atrás, com meus pais e um casal de amigos. Sendo bem sincera, me lembro bem pouco deste dia, mas me recordo bem que lá tinha uma costela de porco sensacional e que a cerveja estava bem gelada. E só. O local é bem peculiar, fica na parte lateral de um posto de gasolina no alto da avenida Afonso Pena. Sugiro que use algum programa de navegação para indicar o local pois há risco de passar direto já que não é muito visível. A decoração acompanha o nome, pneus e equipamentos de borracharia espalhados pelo espaço. Tem um ambiente interno e o externo, em épocas mais frias, leve casaco pois a região venta muito. A iluminação me incomoda um pouco, acho um pouco escuro, gosto de ver o que como com clareza. Quero que a comida olhe para mim, me seduza. Sempre opto por mesas mais iluminadas quando vou lá, mas quando está cheio nem sempre isso é possível.

Vamos aos comes? Ano passado eu fui a um jantar que o Jaime Solares preparou, me lembro com muito carinho do peixe perfeito que ele serviu no dia. O peixe estava no ponto, macio, desfazendo no toque do garfo. Para acompanhar tinha purê de batata doce e tomatinhos confit. A entrada também foi excelente, um steak tartare de carne de sol. Confesso que tenho um pouco de resistência/medo do carne e ovo cru no steak tartare, muita coisa crua e perecível, mas foi tranquilo graças a carne de sol. Também comemos doce de leite com queijo. Estava muito bom e grande parte do sucesso foi o queijo curado. Conversando com Jaime, eu perguntei onde ele comprava queijo, ai ele comentou que era no Mercado do Cruzeiro, a loja chama Nectar do Cerrado. Vale a visita!

No meu retorno com meu pai e irmão, pedimos uma porção de linguiça com mandioca cozida e costela de porco ao molho de laranja e farofa. A linguiça é tipo caseira porém sem aquela gordurada que é bem comum. Frita e bem sequinha, chama realmente uma cerveja gelada ou uma caipi (não tomei no dia mas tem várias opções interessantes de drinks. Lá eles trabalham com a cachaça Spiral, que é ótima!). A mandioca cozida veio derretendo. Cês não acham desagradável mandioca cozida dura? Nossa, as pessoas deveriam ter vergonha de servir mandioca dura kkk. Quem não gosta de cebola, peça sem pois vem muita. Eu adoro e queria refil.

Vamos ao principal, a costelinha ao molho de laranja com farofa feita com farinha panko. Todo lugar tem costela de porco ao molho barbacue, acho uma delícia, mas nem todo mundo consegue preparar a costela bem, limpa-la ou ter uma costela com carne (os ossos nós levamos pro cachorro, mas tanto nós como o Rex queremos um pouco de carne também, pode ser? rs). Carne de porco parece fácil, mas pode ficar seca facilmente. A costelinha do Jaime é cozida lentamente em baixa temperatura e leva um molho de laranja que é excepcional pois agrega o doce e a acidez da fruta que combinam bem com porco. Ah, o molho leva mostarda dijon e mel!

Quando fui, eu não me lembrava se a farofa era feita com farinha panko. Panko é bem comum na culinária japonesa, ótima para empanar, tipo uma farinha de pão (feita com pão velho ralado, nada além disso!) mais grossa. Bão, mas achei que a farofa ficou a desejar, pois não estava com muito sabor, ficou meio deslocada tanto é que sobrou. Eu imaginei uma farofinha de farinha de mandioca lotada de manteiga mesmo, sem muita confusão. Seria o óbvio, talvez sim. Mas o molho e ponto da costela me surpreenderam tanto que não ligaria de ser o básico das farofas.

Quero voltar para comer o parmegiana e almoçar, tem prato diferente todo dia. Usei Chefsclub, ajuda bastante nas contas ultimamente, mas não é um local caro e com porções resumidas. Gosto da apresentação dos pratos, apesar da proposta ser mais simples (do espaço e louças), existe um cuidado, a comida não é jogada de qualquer jeito. Elegância na simplicidade. E quem observar, verá que a gourmetização é leve, nada de afetação ou pratos sensação do momento.  Dá para comer burrata com vinho ou linguiça com caipirinha, fica a cargo do freguês.

Categoria: bar, almoço, amigos

Ponto Forte: Costelinha de porco, sem dúvidas.

Ponto Fraco: Ambiente escondido e um pouco escuro.

Gasto Médio: R$50,00 sem bebida alcoólica

Onde fica:

Avenida Afonso Pena, 4.321 – Serra

Telefone: (31) 2127-4321

Confirme os dias e horários deles pelo facebook.

#belorizontices: Slow Burger

O blog foi convidado pelo estabelecimento. Aqui em BH é assim: vem uma modinha e vários lugares com um produto ou estilo brotam por ai. Abrir um negócio não é fácil e nem barato, muitas pessoas optam por franquias por já apresentarem um modelo pronto e teoricamente consolidado no mercado. Uns anos atrás, o Bacon Paradise abriu, virou franquia e logo se multiplicou com seu cardápio recheado de bacon em...